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Catarina Alves de Sousa
– Social Media Manager –

A expressão “dar um passo atrás para dar dois em frente” parece ter passado a fazer parte da estratégia do Instagram rumo a um espaço de partilha de conteúdo mais orgânico. Por esta rede social, parece viver-se um ambiente de clara mudança que se tem feito sentir nas mais recentes novidades anunciadas.

Já não é a primeira vez que testemunhamos uma plataforma recuar nos seus avanços. Houve uma altura em que foi possível enganar o Google; pelo meio de parágrafos, não era incomum incluir-se keywords “escondidas” (normalmente a letra branca em fundo branco) com o intuito de melhorar o desempenho de SEO dos artigos. Por sua vez e em pouco tempo, a Google melhorou o desempenho do seu algoritmo, que facilmente começou a detectar estes casos, penalizando os sites que recorriam a estas práticas.

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Catarina Alves de Sousa
– Social Media Manager –

A expressão “dar um passo atrás para dar dois em frente” parece ter passado a fazer parte da estratégia do Instagram rumo a um espaço de partilha de conteúdo mais orgânico. Por esta rede social, parece viver-se um ambiente de clara mudança que se tem feito sentir nas mais recentes novidades anunciadas.

Já não é a primeira vez que testemunhamos uma plataforma recuar nos seus avanços. Houve uma altura em que foi possível enganar o Google; pelo meio de parágrafos, não era incomum incluir-se keywords “escondidas” (normalmente a letra branca em fundo branco) com o intuito de melhorar o desempenho de SEO dos artigos. Por sua vez e em pouco tempo, a Google melhorou o desempenho do seu algoritmo, que facilmente começou a detectar estes casos, penalizando os sites que recorriam a estas práticas.

Cerca de dez anos mais tarde, temos um Instagram que se tornou numa montra virtual de uma panóplia de produtos, de marcas e de influenciadores que divulgam ainda mais marcas, serviços, produtos e espaços, sem grandes limites. Quem viveu o início desta rede social, está certamente a estranhar esta forma de se viver o Instagram. Longe vão os dias em que nos servíamos desta rede para nos mantermos a par das vidas dos nossos familiares e amigos, que partilhavam fotografias dos seus dias e dos seus melhores momentos através de fotografias espontâneas, filtradas ao mínimo, com uma preocupação também mínima por likes, partilhas, seguidores e desempenho do algoritmo.

Com grande poder, vem grande responsabilidade?

A icónica frase dita pelo tio Ben a um jovem Peter Parker, pode perfeitamente aplicar-se ao panorama atual do Instagram. Esta é uma afirmação meramente especulativa, mas será que algumas das mais recentes mudanças no Instagram não se devem, em parte, a um assumir de responsabilidade por parte do mesmo? Será que estamos a percorrer um caminho rumo a conteúdos mais orgânicas porque, em anos mais recentes, nos afastámos demasiado da criação de conteúdos por puro prazer?

Esconder stories excessivos e uma nova forma de interagir com este formato

Fala-se que o Instagram está a testar o agrupamento de vários stories quando pertencem ao mesmo utilizador como forma de minimizar o “spam” visual de stories

Um utilizador partilhou de que forma o Instagram está a começar a fazê-lo:

Fonte: Página de Twitter de Phil Ricelle

 

Neste caso, em vez de mostrar dezenas de stories com pontinhos seguidos, mostra muito menos de uma vez, mas quando se clica em “Mostrar tudo”, conseguimos ver todos os stories que o utilizador publicou nas últimas 24 horas.

Por outro lado, se o Instagram tira, o Instagram dá! 

Já deve ter reparado nos corações que está a receber em stories que publica. Estes são o resultado de uma das novidades que o Instagram nos trouxe este ano. Ainda que não altere significativamente a forma como utilizamos e interagimos com a app, não deixa de ser um apontamento engraçado e uma nova forma de interagirmos com este conteúdo mais efémero.

Ainda sobre os stories, terminamos com uma novidade ainda mais impactante. 

Durante 2022, já poderemos dizer adeus à obrigatoriedade dos stories de 15 segundos. Agora, se tiver vídeos mais longos (até 60 segundos) que queira partilhar em story, já poderá fazê-lo sem quebras em vídeos mais pequenos de 15 segundos. 

Com o fim do IGTV, partilhar vídeos mais longos já não é um problema no Instagram!

O regresso do feed cronológico

Este é, sem dúvida, um dos maiores passos que o Instagram está a dar rumo a uma existência mais orgânica. Consciente de que estava a perder terreno comparativamente com o Tik Tok, tomou as rédeas da situação e escolhou contorná-la com a inclusão da possibilidade de escolher o tipo de feed que deseja ver quando abre a sua app do Instagram.

Na verdade, os utilizadores do Instagram (especialmente os mais antigos), já andavam a pedir o regresso do feed cronológico há muito tempo. Felizmente, o Instagram ouviu-os.

A confirmar-se, será o fim da exclusividade do feed por engagement, organizado por publicações mais bem sucedidas ou com as quais mais interage e que o algoritmo do Instagram considera que serão mais interessantes para si. Também sente falta de ver as publicações por “ordem de chegada”?

Esta novidade tem como objetivo não só atender aos pedidos dos utilizadores, mas também de lhes dar de volta algum controlo perdido daquilo que veem quando abrem a app.

Com o lançamento desta novidade, estamos perante três formas diferentes de apresentação do feed:

  • Home (default, publicações por engagement)
  • Favoritos (apenas as publicações dos utilizadores que marcou como favoritos)
  • Seguindo (publicações por ordem cronológica de todos os utilizadores que segue)

Talvez para compensar um pouco a substituição do feed curado pelo algoritmo do Instagram em detrimento das publicações por ordem cronológica, faz sentido que o Instagram lance a funcionalidade de marcar utilizadores da app como favoritos para que, se for essa a sua vontade, conseguir ver apenas as publicações das pessoas que escolheu como “favoritas”.

Nada como podermos escolher quem mais queremos ver na nossa app favorita, não concorda? O desenvolvimento da inteligência artificial é, de facto, impressionante, mas numa aplicação deste género, faz sentido dar o poder aos utilizadores de fazerem as melhores escolhas para si, sobretudo numa época em que tanto se fala de uma utilização mais mindful das redes sociais e do impacto destas na saúde mental.

Mais apoio aos criadores de conteúdo

Criador de conteúdo passou a fazer parte do leque de empregos relacionados com as redes sociais. Um criador de conteúdo que queira, hoje em dia, ganhar dinheiro com o seu talento nas redes sociais, pode contar com várias ferramentas disponibilizadas pelas mesmas. E o Instagram fará, em 2022, parte das redes sociais que apoiam o trabalho dos criadores de conteúdo, com o lançamento de novos produtos de monetização na plataforma. Ainda não existe uma data definida para este lançamento, mas existe a certeza de que será uma realidade.

E como neste momento, 20% do tempo passado no Instagram é dedicado à visualização de reels, a plataforma está cada vez mais a privilegiar a partilha de conteúdo em vídeo. Na verdade, o Instagram há muito que já não é uma aplicação feita (apenas) de partilhas fotográficas.

O foco no vídeo tornou-se uma necessidade para ir de encontro às tendências da Geração Z e para rivalizar com o TikTok.

Na sequência da importância dos conteúdos em vídeo, o Instagram pretende lançar as Reels Visual Replies, uma funcionalidade que permite responder a reels com outros reels, tal como se faz no TikTok com a funcionalidade de “dueto”. Esta atualização atrairá ainda mais engagement para este tipo de conteúdos que estão, cada vez mais, a ganhar um lugar de destaque no Instagram.

Para além disso, a ideia é também tornar o vídeo fullscreen, de forma a ocupar a totalidade do ecrã enquanto faz scroll pelo feed.

Fonte: Projeto Agência de Bolso

E por falar em criadores de conteúdo, é praticamente impossível falarmos deles sem mencionar os afamados NFTs (Non-Fungible Tokens).

Em maio deste ano, o Instagram começou a testar a inclusão de NFTs – juntamente com criadores de conteúdo – na app. O objetivo é que seja possível partilharem NFTs criados ou comprados por eles nesta rede social. Não existirão quaisquer custos associados à publicação ou à partilha de NFTs.

Em breve, será também expandido o acesso a colecionáveis digitais, trazendo os benefícios da propriedade de NFT a ainda mais criadores e colecionadores.

Fonte: Página de Instagram @adambombsquad

A mudança é mesmo a chave do progresso

Com todas estas mudanças a acontecer numa das nossas redes sociais favoritas, é normal acharmos que o Instagram é uma recordação distante da altura em que apareceu. A rede social de partilha de fotografias e espelho de tempos mais simples, tornou-se agora no gigante absoluto das redes sociais que têm por base a partilha de fotos, mas não só. Hoje, o Instagram é um centro de negócios, um palco partilhado entre criadores de conteúdo, influenciadores e marcas, para quem a importância de estar e criar dentro do Instagram não passa despercebida.

É argumentável que os utilizadores que usam a plataforma sem qualquer interesse financeiro por trás, sintam que a verdadeira essência do Instagram se perdeu. Será que todas estas mudanças em curso nos aproximarão da autenticidade perdida?