Hybrid e-commerce: o fim da exclusividade

Sandra Caravana
Copywriter

Comprei umas sapatilhas* num site de desporto multimarca. Quantos quilómetros irão fazer as minhas sapatilhas até chegar a minha casa?

*ler sapatilhas ou ténis, dependendo da zona do país onde vive.

Como consumidor/a (ou shopper – para efeitos deste texto, iremos juntar os dois sentidos), tradicionalmente, desloco-me a uma loja e escolho as sapatilhas.

Sandra Caravana
Copywriter

Comprei umas sapatilhas* num site de desporto multimarca. Quantos quilómetros irão fazer as minhas sapatilhas até chegar a minha casa?

*ler sapatilhas ou ténis, dependendo da zona do país onde vive.

Como consumidor/a (ou shopper – para efeitos deste texto, iremos juntar os dois sentidos), tradicionalmente, desloco-me a uma loja e escolho as sapatilhas.

Fonte: Pixabay

Porque vou eu a essa loja? Pelo preço e pelas marcas. E deixemo-nos do discurso da ‘marca branca’ – é desprestigiante para marcas que já se afirmaram no seu nicho. Veja-se o caso da Quechua. Os escuteiros não comprar tendas da marca branca da Decathlon, mas sim tendas da Quechua.

Sapatilhas escolhidas – experimentadas com mais ou menos originalidade por parte da loja – e siga para a caixa de pagamento. Estão prontas a usar.

Se comprar as sapatilhas online, não tenho a experiência do consumidor – calçar as sapatilhas antes de a comprar e conversar com um vendedor que também usa as mesmas sapatilhas. Mas, regra geral, há mais opções online. As lojas físicas têm um espaço limitado (por maiores que sejam) e é por isso que se fazem escolhas de gama.

Sei, comprando online, que tenho de esperar que as sapatilhas façam a viagem da loja (ou armazém/fábrica) até à minha casa. E se eu não estiver em casa no momento de entrega, as sapatilhas fazem mais uma viagem até algum armazém, onde terei de a ir buscar. No problem, o que interessa é que as sapatilhas chegaram.

O desafio para hoje é colocarmo-nos no lugar das sapatilhas.

Qual é o grande dilema? As sapatilhas não escolhem o seu percurso. Elas querem ir para casa – consumidor final – mas até lá, podem ter várias casas. Ou famílias de acolhimento temporário, será aqui o termo mais correto?

A marca H e as sapatilhas SUPER

Eu represento a marca H (vamos ser inclusivos e deixar de usar sempre o X ou Y). Criamos umas sapatilhas que, além do design futurista, tem uma tecnologia que permite ao pé respirar, evitando que o seu usuário fique com os pés transpirados no final do dia. Até batizamos este modelo: SUPER.

As sapatilhas SUPER são fabricadas (não vamos aqui entrar em detalhes sobre em que parte do mundo) e são expedidas para onde nós quisermos. Esta escolha está relacionada com o modelo de negócio escolhido pela minha empresa.

Falaremos aqui de modelo de negócio no sentido da transação da compra/venda.

Fonte: Pixabay

Breve introdução aos modelos de negócio

As siglas desta parte dos negócios de vendas são intuitivas, mas tome nota:

  • B2C (business to consumer | da empresa para o consumidor/a): Clássico. Venda direta. A relação comercial ocorre entre a empresa e o consumidor final (ou shopper) e não envolvendo nenhuma ação de terceiros.
  • B2B (business to business | de empresa para empresa): a relação de consumo é entre empresas, não envolvendo o consumidor final. A venda/compra tem a finalidade de suprir uma necessidade da empresa – que pode chegar, ou não, ao consumidor final.
  • B2E (business to employee | da empresa para o funcionário): ocorre quando a empresa fornece descontos ou formas de pagamento que não são aplicadas para o mercado. Desta forma, os funcionários podem comprar os produtos/serviços da empresa na qual trabalham de forma diferenciada.
  • B2G (business to government | da empresa para o governo): é a relação comercial entre empresas que vendem, ou prestam serviços, para o governo – seja para municípios ou a nível nacional. São empresas com um histórico de resposta a concursos públicos. Este modelo não precisa de ser exclusivo. 
  • B2I (business to investor | da empresa para o investidor): a relação comercial acontece entre a empresa e o futuro investidor e funciona como uma prestação de contas, onde a empresa que está a vender apresenta os seus projetos, dados e informações. Muito utilizada no ramo imobiliário.
  • D2C (direct to consumer | da indústria para o consumidor/a): é um modelo de negócio que se assemelha com o B2C. Aqui a diferença está na fonte provedora do produto – em vez de ser uma empresa que vende, a comercialização dá-se diretamente pela indústria fabricante. É fácil de identificar com a etiqueta ‘preço de fábrica’.
  • B2B2C (business to business to consumer | de empresa para empresa para o consumidor)

Bem, já percebemos. 

Portanto: para onde vão as SUPER?

A escolha de um modelo B2B ou B2C está intimamente ligada ao storytelling do produto, à sua estratégia de marketing, à forma como a marca decide comunicar com o shopper e com o consumidor final.

Quero fabricar as SUPER e vender diretamente ao consumidor final: significa vendas rápidas. A marca está a falar com quem usa o produto. Segue o modelo mais tradicional e abre loja física e online, com o nome da própria marca: H. Vai estar presente em centros comerciais e no comércio tradicional – OU em exclusividade num deles. Essa escolha está relacionada com a persona criada/escolhida pela marca (o consumidor/a ideal).

Quando escolhemos um B2C, o mais comum é não ter encaixe financeiro para ter uma loja/armazém, um grande espaço com corredores e mais corredores de produtos, lineares alinhados e organizados por preços. Mais conhecido como comércio a retalho.

Estas lojas/armazéns são construídas de raiz (preferencialmente) por modelos de negócio B2B – ATENÇÃO: isto não é tão taxativo assim, mas é sim o mais comum. Para este exemplo, estamos a falar das tais lojas multimarcas: a loja MM vende sapatilhas da sua marca, mas também de outras marcas, pelas quais não tem nenhuma influência na construção do produto, ou na história deste. A loja MM pode, se assim a marca H o permitir, inserir as sapatilhas SUPER na sua gama e vender em loja. Mas a decisão está no lado da marca H: B2C, B2B ou D2C.

No mundo digital, a escolha do negócio também apresenta diferenças.

São muitas decisões a serem tomadas:

  • Vendemos em exclusivo no nosso site?
  • Vendemos em exclusivo no site de lojas multimarcas?
  • Vendemos em ambos?
  • Vendemos em ambos, com preços diferentes? – Sim, a lei do mercado assim o permite, até porque…

o preço do produto também depende da viagem que este faz.

Qual é a grande vantagem de vender online?

Além de aumentar o volume de negócios?

Sabemos quem compra o nosso produto (shopper) e sabemos quem usa o nosso produto (consumidor/a). Comprar e usar são coisas diferentes. O melhor exemplo são as lojas de brinquedos. Quem compra? Os adultos. Quem usa? As crianças. Portanto, temos aqui dois públicos para analisar.

Queremos saber tudo, TUDO, sobre eles. Fica tudo registado, como um histórico, como a pegada digital. Maravilhas do e-commerce.

SÓ QUE…

se eu só vendo as SUPER nas lojas multimarca, eu não sei quem é o meu consumidor final. Abdico desses dados. Mas esses dados são os que nos possibilitam ter produtos que vão ao encontro das necessidades e interesses dos clientes.

Escolhas, escolhas, escolhas…

Fonte: Pixabay

No B2C, o processo de vendas é focado nas necessidades individuais do cliente, sendo o ciclo de vendas curto, com uma grande (ou média) componente emocional.

No B2B, expandimos o nosso ciclo.

Temos mesmo de escolher um dos modelos?

Sim e não. No típico português, depende.

Mas podemos ter um modelo de negócio híbrido.

Um modelo híbrido permite reunir, numa única plataforma, toda a estrutura digital: bases de dados dos clientes, informação sobre o produto, conteúdo, artes gráficas, preços, margens de lucro… bem, toda a informação que quiserem cruzar. Portanto, o modelo híbrido tem uma única plataforma de e-commerce. E quem vai analisar estes dados, será também uma única equipa – equipa reforçada, claro está. Pois aqui, o trabalho de data analysis exige criar e analisar vários perfis de clientes.

Tudo isto para uma melhor…

optimização do negócio. Óbvio. Está tudo num único sistema, até a estratégia de marketing. Aliás, estratégias. No plural. Para o mesmo produto, podemos ter imagens e copas diferentes, dependendo do local da venda.

Este modelo híbrido terá uma vantagem sobre a sua concorrência: é possível criar produtos personalizados e estratégias de marketing diferentes para shopper e consumidores.

Fonte: Business Webstars

E sobre o merchandising?

Ah, quem não adora uma oferta de uma totebag, uma caneta… um bloco de notas!

Negócios cujas trocas comerciais são B2B em exclusivo, não apostam muito em merchandising. Faz sentido: porquê investir se não somos nós a vender diretamente ao consumidor/a? Podem, e normalmente fazem, construir no ponto de venda um layout para o seu produto. Um bom exemplo disto são os enormes e coloridos móveis cheios de bolachas, igualmente cheias de açúcar, nas pequenas mercearias. Não existe loja da marca dessas bolachas, mas está investe em criar expositores compatíveis com o pequeno negócio que comercializa essas bolachas.

Já num negócio híbrido, o merchandising é importante e está tudo escolhido e descrito na tal única plataforma, com um budget bem definido.

Concluindo:

Um modelo de negócios híbrido é um crossover. Sim, como quando as personagens de Grey’s Anatomy fazem uma viagem até ao mundo de Station 19. Esta analogia faz todo o sentido: no primeiro episódio de Grey’s Anatomy não existiam plataformas de streaming. Tínhamos de esperar que a RTP2 comprasse a série e só tínhamos direito a visualizar um episódio por semana. Hoje, podemos ver Grey’s Anatomy online, no nosso pc, tablet, smart TV. É a evolução natural das coisas para o mundo digital.

A frase chave deste modelo híbrido é EXPANDIR: mais clientes, maior base de dados, maior volume de negócios. E por outro lado, POUPAR: uma única plataforma de e-commerce.

É tudo um mar de rosas. Só que não.

São escolhas, acima de tudo.

Ao alterar o seu negócio, os clientes irão ser mais exigentes.

Vamos falar da Nespresso? What else?

A Nespresso está entre os projetos mais lucrativos na Nestlé com crescimento constante há duas décadas, embora o início da sua história remonte a 1970. Podem ler mais sobre este longo caminho aqui.

A Nespresso chega a Portugal com uma loja física no Chiado, Lisboa, em 2003. Loja não – Boutique. Então, eu que sou de Coimbra tinha de ir a Lisboa comprar a máquina e as cápsulas de café? Não. O site disponibilizava essa opção. Principalmente, pelas cápsulas. Decidem abrir em 2007 nova boutique no Norteshopping. A marca já não está somente em locais nobres, também chega aos centros comerciais. Em 2009, abre nova boutique no Porto, e a partir daqui foi-se normalizando estas boutiques – pequenas lojas onde as cápsulas estão expostas para venda e consumo, numa lógica de experiência do cliente. Mas até chegarmos a este ponto, o consumidor Nespresso de Coimbra tinha de comprar as cápsulas de café diretamente no site da Nespresso. Porquê? Porque a Nespresso não vende em grandes superfícies comerciais, não vende aos pequenos negócios nem ao comércio a retalho.

Em 2022, a Nespresso continua a não comercializar as cápsulas para outras superfícies comerciais venderem, mas as máquinas de café da marca Nespresso estão ao nosso alcance em qualquer loja de electrodomésticos.

É de facto um exemplo interessante que mostra escolhas diferentes, sem exclusividades.

Será que viveremos ainda para ver as cápsulas de café Nespresso à venda nas grandes cadeias de supermercados? Aquela vermelha? Ou aquele verde… Baby steps, sem nunca fugir ao conceito original da marca.

Fonte: Pixabay

E a Nike? A Nike avançou para a opção híbrida: podemos comprar pelo site da Nike, nas lojas da Nike e nas lojas multimarcas. E nos sites das lojas multimarcas.

Assim, a troca comercial preferida da Nespresso é a D2C: direct to client. A Nike é B2B, D2C, B2C…

Num D2C, as minhas sapatilhas SUPER até podem ter um preço mais baixo, porque não têm muitos quilómetros a fazer. Mas se a marca H decide vender também ao comércio a retalho, tem o direito de aumentar o seu valor, porque há mais trabalho de logística. Para igualar o valor, a loja multimarca tem de baixar a sua margem de lucro. Contas fáceis de fazer.

A este modelo híbrido, decidimos dar um nome em siglas: B2E – business to everyone.

Fará mais sentido? Ou é populista demais para o mundo dos negócios?

Não terminaremos este artigo sem mencionar a troca C2C – client to client. Sim, também podemos vender a nossa máquina Nespresso num OLX desta vida. A internet possibilitou o e-commerce e as redes sociais desenvolveram o C2C. E aqui, não há impostos, taxas nem legislação e controlo das trocas.

KPIs que medem o sucesso das marcas

Pauliny Zito
Planner, copywriter e copydesk

Os Indicadores-chave de Desempenho ou KPIs (Key Performance Indicators) são uma maneira muito comum de medir como uma empresa está a crescer num todo. 

Os KPIs estão intrinsecamente ligados aos objetivos e aspectos do negócio, geralmente definidos e revistos a cada trimestre. Eles ajudam a acompanhar a saúde do negócio, por isso mesmo também são chamados de health metrics (métricas de saúde, em português).

KPIs relevantes que, de facto, medem o sucesso das marcas são indicadores de resultados, e não simplesmente medidores de atividades.

Como disse (e bem) Noelia Fernandez, diretora de vendas de grandes clientes do Google para o norte da Europa: “Em última análise, o sucesso é comprovado quando os comportamentos mudaram”.

Pauliny Zito
Planner, copywriter e copydesk

Os Indicadores-chave de Desempenho ou KPIs (Key Performance Indicators) são uma maneira muito comum de medir como uma empresa está a crescer num todo. 

Os KPIs estão intrinsecamente ligados aos objetivos e aspectos do negócio, geralmente definidos e revistos a cada trimestre. Eles ajudam a acompanhar a saúde do negócio, por isso mesmo também são chamados de health metrics (métricas de saúde, em português).

KPIs relevantes que, de facto, medem o sucesso das marcas são indicadores de resultados, e não simplesmente medidores de atividades.

Como disse (e bem) Noelia Fernandez, diretora de vendas de grandes clientes do Google para o norte da Europa: “Em última análise, o sucesso é comprovado quando os comportamentos mudaram”.

Fonte: Fauxels

Como definir os KPIs 

Ao iniciar o processo de definição de KPIs, o profissional deve questionar-se:

  • Que informações desejo obter? 
  • Qual é o resultado desejado e porque é importante?
  • Quem é responsável pelo resultado?
  • Como vou conseguir o resultado?
  • Qual será a frequência de reavaliação da meta e do progresso?
  • Como medir o sucesso?

É fundamental alinhar os indicadores de acordo com os objetivos do negócio.

Um bom KPI possui certas características básicas: está disponível para ser medido; é importante e relevante para a base do negócio; ajuda em escolhas inteligentes e tem periodicidade, isto é, precisa ser acompanhado e medido constantemente.

Em resumo, um bom KPI mostra como o seu objetivo está a trazer mais negócios ou oportunidades de negócio para a sua empresa.

KPIs para as marcas

Durante o processo de análise da sua marca, deve considerar o comportamento de compra e informação, publicidade e pontos de contacto, promessas e associações da marca, digitalidade da marca e respetivas perguntas individuais.

Para uma marca ter sucesso, é fundamental conhecer as necessidades e desejos dos consumidores, do seu público-alvo, ter uma visão ampla de mercado e concorrência e perceber como sua marca pode tornar-se mais relevante e atraente ao longo do tempo.

Os principais tipos de KPI são de vendas, marketing e produtividade e as suas principais categorias são:

  • Indicadores de produtividade

Medem a quantidade de recursos que a empresa utiliza para gerar um determinado produto e/ou serviço.

  • Indicadores de qualidade

Auxiliam na análise da qualidade do produto e/ou serviço ao longo do processo produtivo.

  • Indicadores de capacidade 

Analisam a capacidade de resposta de um processo através da relação entre as saídas produzidas por unidade de tempo.

  • Indicadores estratégicos

Fornecem um comparativo do cenário atual da empresa relativamente às metas definidas anteriormente.

Os KPIs também podem ser classificados em três categorias básicas:

1. KPIs primários

São os principais para o seu objetivo, nomeadamente: leads (potenciais clientes), tráfego, custo de aquisição por lead, taxa de conversão, receita total, receita por compra, entre outros.

2. KPIs secundários

Mostram que os testes e a gestão da estratégia estão a correr bem. Os KPIs secundários devem justificar os primários, mostrando como aqueles resultados estão a ser conseguidos. Alguns exemplos: custo por lead em cada etapa do funil, assinantes da newsletter, assinantes do blog, visitas recorrentes no blog, custo por visitante, origem do tráfego (orgânico, pago, médias sociais, direto, e-mail e outros), preço médio por transação.

3. KPIs práticos 

Visitas e visualizações de páginas, taxa de rejeição, melhores landing pages, page rank (ranking da página), palavras-chave mais pesquisadas (de acordo com o seu negócio), conteúdos mais lidos/visitados, tráfego, visitantes (novos versus recorrentes), interações sociais.

O responsável de Marketing deve avaliar periodicamente todos os KPIs escolhidos, no entanto, os KPIs mais interessantes para a direção são os que trazem lucro para a empresa.

KPIs versus métricas

KPIs e métricas não são a mesma coisa. Enquanto os KPIs são indicadores de desempenho da empresa, uma métrica é apenas algo a ser quantificado ou medido, que gera relatórios e insights

Entretanto, uma métrica pode tornar-se um KPI quando ajuda nas decisões internas da empresa e/ou guia a empresa nos seus propósitos, já que, para ser um KPI, tem de ser valioso para o negócio e auxiliar os gestores a tomar decisões inteligentes.

Tenha sempre em mente que o KPI deve ser relevante para o objetivo. Indicadores de vaidade, isto é, que não mostram nenhum resultado, não são bons indicadores-chave de desempenho, como, por exemplo, número de seguidores e quantidade de likes no Instagram.

KPIs que medem o sucesso das marcas

Existem milhares de KPIs, que podem ser números ou percentuais, e o desafio é descobrir quais são os mais importantes para o seu negócio tendo em conta também a indústria ou sector de atuação da sua empresa.

Quantidade de Leads

Lead é uma oportunidade de negócio, ou seja, uma pessoa interessada pelo produto ou serviço, um potencial cliente. Para atrair visitantes e convencê-los a deixar o contacto, é necessária uma campanha de Inbound Marketing estratégica e focada. Este indicador é relevante tanto para a equipa de Vendas como para a equipa de Marketing, basta identificar o total de leads geradas no negócio em determinado período.

Quantidade de Prospects

Prospect é uma lead numa fase mais avançada, quase pronto para adquirir o produto. Quando uma lead evolui para prospect, a equipa de Vendas irá perceber o melhor momento para fazer a abordagem, como fazê-la e quais são as ofertas mais interessantes para esse futuro consumidor.

Custo por Lead (CPL)

O CPL é o custo para gerar uma lead. É preciso medir cada canal e meio de aquisição para perceber qual deles gera mais leads e respetivo custo, e assim otimizar os investimentos e aumentar a geração de leads. Fórmula para calcular o CPL: custo total de ações de marketing ÷ número de leads geradas em determinado período.

Custo de Aquisição do Cliente (CAC)

O CAC está relacionado tanto à área de Marketing quanto às Finanças. É o gasto médio da empresa para a aquisição de um cliente. Pode ser calculado através da fórmula: total das despesas com vendas e marketing ÷ total de clientes adquiridos.

Custo por Clique (CPC)

O CPC é o custo determinado por plataformas de publicidade online por cada clique num anúncio patrocinado. É o valor propriamente dito que o anunciante pagará pelo clique no seu anúncio. Cálculo: custo total da campanha ÷ número de cliques que o anúncio recebeu.

Taxa de Churns

A taxa de churns é o total de cancelamento, isto é, quanto a empresa perdeu de receita ou clientes. Cálculo: quantidade de clientes perdidos ÷ total de clientes ativos no início do período de análise × 100.

Taxa de Conversão de Leads

É a percentagem de leads que se tornaram clientes, ou seja, leads geradas versus leads convertidas, muito útil para analisar o desempenho da estratégia de Marketing Digital, calculada por meio da fórmula: total de leads ÷ total de visitantes × 100.

Taxa de Cliques ou Click Through Rate (CTR)

A CTR é um dos indicadores mais importantes a ser acompanhado numa estratégia de Marketing Digital. É a taxa de cliques de um e-mail ou anúncio, que indica a percentagem de pessoas que clicaram na ligação após visualizá-la. É calculada através da seguinte fórmula: número de cliques que o anúncio recebeu ÷ total de vezes que o anúncio foi exibido × 100.

Taxa de Retenção do cliente 

A taxa de retenção do cliente é o número de clientes que continuam fiéis à empresa após uma conversão ou compra. Quanto mais tempo mantiver um cliente, maior será o valor da vida útil dele. 

Leads qualificadas mensais

Existem alguns fatores que podem mostrar quando as leads estão prontas, isto é, qualificadas para a equipa de Vendas agir: a necessidade que a lead demonstra pela solução; a adequação entre o produto e a lead (fatores geográficos, de disponibilidade etc.); o orçamento da organização da lead (poder de compra); a autoridade do contacto (poder de decisão); o timing da venda e do interesse.

Ticket médio

O ticket médio é a média de quanto cada cliente gasta na empresa, uma ótima métrica para avaliar o desempenho das vendas. O cálculo do ticket médio é o volume de vendas no período dividido pelo número de vendas no mesmo período.

Receita 

A receita representa as entradas de capital que resultam da atividade de uma empresa ao vender produtos ou serviços: quantidade de produtos ou serviços vendidos × preço.

ROI (Return on Investment)

O ROI (retorno sobre investimento) é o valor faturado subtraído dos custos, dividido por esses custos.

Tráfego 

Número de visitas ao website, que pode ser medido e acompanhado diariamente ou mensalmente: DAU (Daily Active Users) e MAU (Monthly Active Users). O tráfego mostra se os esforços de e-mail, SEO e redes sociais estão a gerar bons resultados e indica os canais (origem do tráfego) e as palavras-chave de melhor desempenho na campanha.

Visitantes que retornaram / Total de visitantes

Do total de visitantes do website, quantos retornaram.

Tempo médio na página

Duração média da sessão dos visitantes do website ou blog.

Taxa de Conversão do website

Do total de visitantes, quantos deles convertem uma ação, nomeadamente: descarregam um e-book, fazem uma compra, preenchem um formulário. É a conversão de visitantes do website em leads, sejam qualificadas para Marketing, sejam para Vendas.

Taxa de Conversão de um CTA

Dos visitantes de uma página, quantos deles clicam num botão (CTA: Call to Action).

Taxa de Cliques em páginas 

Dos visitantes de uma página, qual a percentagem que clica nalguma ligação.

Páginas por visita

Quantas páginas são visualizadas por visita ao website ou blog.

Quantidade de backlinks 

Quantas ligações em outros websites (de relevância) direcionam para o seu website.

Autoridade da página

A autoridade da página é a medida da qualidade do conteúdo e da relevância da página, fornecida por ferramentas analíticas.

Google pagerank

Ranking da página no Google, calculada pelo Google a partir do uso de vários algoritmos para determinar a importância das páginas.

Palavras-chave no TOP 10 SERP

Número de palavras-chave do website que o fazem ser apresentado entre os 10 primeiros resultados do Google.

Taxa de Conversão por palavra-chave 

Percentagem de visitantes atraídos pela palavra-chave que converteram ações no website.

Taxa de Rejeição (Bounce Rate)

Dos visitantes do website, quantos deles acessam uma página e após poucos segundos vão embora.

Tráfego gerado nas redes sociais

Visitantes do website que vieram de ligações nas redes sociais.

Custo por Mil (CPM)

CPM no marketing digital é uma sigla para a métrica de desempenho “Custo por Mil Impressões”, ou seja, qual valor está sendo cobrado quando os anúncios são impressos (exibidos) mil vezes.

Click to Open (CTO)

O CTO é o número de cliques dividido pelo número de aberturas do e-mail.

Engagement Social

Envolvimento das pessoas com a marca através de partilhas, comentários e menções nas redes sociais.

Net Promoter Score (NPS)

O NPS mede a satisfação dos clientes. Pergunta-se “de 0 a 10, qual a probabilidade de indicar a nossa empresa aos amigos?” A fórmula para calcular o NPS é a percentagem de clientes promotores (notas 9 e 10) menos a percentagem de clientes detratores (notas de 0 a 6).

Customer Lifetime Value ou Valor da Vida Útil do Cliente (CLTV)

O CLTV é a previsão da quantidade total de dinheiro que um cliente gastará durante o relacionamento com a marca, ou seja, o valor que um cliente gera para uma empresa ao longo do seu ciclo de vida.

Tempo do Ciclo de Vendas

Quanto tempo demora para concluir uma venda.

Tempo Médio de Conversão de Vendas

Quanto tempo, em média, a equipa de Vendas demora para converter uma venda.

Taxa de Crescimento de Clientes

Percentagem de crescimento de clientes de um mês para o outro, a cada trimestre, semestre ou ano.

Brand Equity (Valor da Marca)

Brand Equity é o conjunto de associações e comportamentos da parte de clientes, membros do canal e empresa controladora da marca que permite à marca ganhar maior volume ou maiores margens do que conseguiria sem o nome da marca e que lhe dá uma vantagem forte, sustentável e diferenciada sobre os concorrentes. (Fonte: Marketing Science Institute)

O valor da marca é a força de uma marca a partir dos ativos financeiros envolvidos nela. Um efeito diferenciador intangível, que, se positivo, confere-lhe uma vantagem competitiva no mercado. O valor da marca pode ser determinado a partir dos resultados financeiros de um produto em relação aos seus preços; do valor da marca ao introduzir novos produtos; e do valor da marca com base nos pensamentos, sensações e hábitos dos clientes em relação ao negócio.

Nesse contexto, também contribuem para o sucesso de uma marca, tornando-a valiosa, as variáveis: Conhecimento, Lembrança, Imagem, Reconhecimento e Coerência da Marca, para além de Satisfação com a Marca.

O Conhecimento de Marca é o nível de familiaridade dos consumidores com o produto ou serviço e a chave para o Brand Equity pois gera a resposta diferenciada, podendo ser caracterizado em dois componentes: Lembrança e Imagem de Marca.

A Lembrança de Marca é a capacidade de os consumidores se lembrarem da marca sem ajuda. Já a Imagem de Marca é como os consumidores vêem a marca, como eles percebem o que ela representa, as associações que fazem à marca, os sentimentos deles após interações com a marca.

Marcas com alto Reconhecimento são vistas como tendências, populares, de destaque.

A Satisfação dos consumidores com determinada marca é uma consequência dos sentimentos e pensamentos em relação à experiência que tiveram com a marca e está diretamente ligada à Coerência de Marca, isto é, a diferença entre as promessas da marca e a perceção real dela.

Um cliente satisfeito pode tornar-se um defensor da marca, indicando-a para outras pessoas.

Data-driven Marketing e Vendas

Data-driven é uma estratégia de coleta, armazenamento e processamento de dados, com o objetivo de gerar insights, tendências e informações sobre o próprio negócio e o mercado. A gestão desses dados ajuda a transformar conhecimento em ações e decisões mais inteligentes. (Fonte: Blog HubSpot)

Os departamentos de Marketing e Vendas da empresa devem analisar os dados com inteligência e tomar as melhores decisões. Para tanto, devem fazer um planeamento inicial para identificar todos os pontos de conversão.

Os KPIs mais importantes para quem analisa os dados são:

  • Click Through Rate (CTR) = taxa de cliques de um anúncio/e-mail;
  • Connect Rate = taxa de conectividade, que indica quantos cliques realmente tornaram-se sessões;
  • Taxas de Conversão no funil de Marketing: Visitantes → Leads → Oportunidades → Clientes;
  • Custo por Lead (CPL);
  • Custo de Aquisição do Cliente (CAC).
Fonte: olia danilevich

As equipas devem verificar também se o público está a aceder ao website por telemóvel ou portátil; qual a performance de conversão por cada tipo de navegador; e se há um canal que traz mais de 50% dos resultados.

Outros indicadores relevantes são:

  • Tempo Médio de Sessão no website e Taxa de Rejeição;
  • Tempo de conexão com um servidor;
  • SEO (Search Engine Optimization): avaliar o tráfego e a integração com o Google Search Console para comparar os resultados por períodos e identificar palavras-chave específicas utilizadas para chegar a cada conteúdo.

Relativamente à equipa de Vendas, os cinco principais KPIs a serem vistos são:

  • Valor da Vida Útil do Cliente (CLTV); 
  • Taxas de Conversão: desde o que entra no funil até o que sai dele;
  • Percentual da equipa que está a alcançar a meta;
  • Número de vendas por vendedor;
  • Movimentação do pipeline de vendas.

Fortaleça a sua marca através dos KPIs

Os KPIs possibilitam acompanhamento e melhor gestão do nível de desempenho e sucesso das estratégias da empresa porque monitoram a saúde da empresa, medem o progresso, analisam padrões ao longo do tempo, auxiliam o gestor a fazer ajustes e a manter-se no caminho certo, a resolver problemas e a aproveitar oportunidades.

Assim, os KPIs oferecem um diagnóstico da companhia, para que ela possa atuar no problema e posicionar-se melhor no mercado.

Vantagens de uma marca forte

 

✔ Melhor perceção do desempenho do produto ou serviço;
✔ Maior fidelidade;
✔ Menor vulnerabilidade a ações de marketing da concorrência;
✔ Menor vulnerabilidade a crises;
✔ Maiores margens;
✔ Resposta mais inelástica do consumidor a aumentos de preços;
✔ Resposta mais elástica do consumidor a reduções de preços;
✔ Maior cooperação dos intermediários;
✔ Maior eficácia de programas de comunicação e marketing;
✔ Oportunidades de licenciamento;
✔ Oportunidades de extensão de marca.

(Fonte: Brand EquityBrand Equity baseado no cliente, de Thiago Carneiro) 

O fortalecimento do valor da marca só será possível, primeiramente, percebendo bem o comportamento do público, depois medindo KPIs relevantes e fazendo recomendações de ações derivadas deles.

KPIs that measure the success of brands

Pauliny Zito
Planner, copywriter and copydesk

Key Performance Indicators or KPIs are a very common way of measuring how a company is growing as a whole. 

KPIs are intrinsically linked to business goals and aspects of the business, usually defined and reviewed every quarter. They help track the health of the business, which is why they are also called health metrics.

Relevant KPIs that measure the success of brands are result indicators, not simply activity meters.

As Noelia Fernandez, Google’s Director of Large Customer Sales for Northern Europe rightly said: “Ultimately, success is proven when behaviors have changed.

Pauliny Zito
Planner, copywriter and copydesk

Key Performance Indicators or KPIs are a very common way of measuring how a company is growing as a whole. 

KPIs are intrinsically linked to business goals and aspects of the business, usually defined and reviewed every quarter. They help track the health of the business, which is why they are also called health metrics.

Relevant KPIs that measure the success of brands are result indicators, not simply activity meters.

As Noelia Fernandez, Google’s Director of Large Customer Sales for Northern Europe rightly said: “Ultimately, success is proven when behaviors have changed.

Source: Fauxels

How to define KPIs 

When starting the process of defining KPIs, the professional should ask himself:

  • What information do I wish to obtain? 
  • What is the desired outcome and why is it important?
  • Who is responsible for the result?
  • How will I achieve the result?
  • How often will the goal and progress be re-evaluated?
  • How will I measure success?
  • It is critical to align the indicators according to the business objectives.

A good KPI has certain basic characteristics: it is available to be measured; it is important and relevant to the basis of the business; it helps in making smart choices, and it has periodicity, i.e., it needs to be tracked and measured constantly.

In short, a good KPI shows how your goal is bringing more business or business opportunities to your company.

KPIs for brands

During the process of analyzing your brand, you should consider buying behavior and information, advertising and touchpoints, brand promises and associations, brand digitality, and their individual questions.

For a brand to succeed, it is crucial to know the needs and wants of consumers, and your target audience, have a broad view of the market and competition and understand how your brand can become more relevant and attractive over time.

The main types of KPIs are sales, marketing, and productivity, and their main categories are:

  • Productivity indicators

They measure the number of resources the company uses to generate a given product and/or service.

  • Quality indicators

Help analyze the quality of the product and/or service throughout the production process.

  • Capacity indicators 

Analyze the response capacity of a process through the relationship between outputs produced per unit of time.

  • Strategic Indicators

They provide a comparison of the company’s current scenario concerning previously defined goals.

KPIs can also be classified into three basic categories:

1. Primary KPIs

These are the primary ones for your objective, namely: leads (potential customers), traffic, acquisition cost per lead, conversion rate, total revenue, and revenue per purchase, among others.

2. Secondary KPIs

They show that the testing and management of the strategy are going well. Secondary KPIs should justify the primary ones, showing how those results are being achieved. Some examples: cost per lead at each stage of the funnel, newsletter subscribers, blog subscribers, recurring blog visits, cost per visitor, traffic origin (organic, paid, social media, direct, email, and others), and average price per transaction.

3. Practical KPIs 

Page views and visits, bounce rate, best landing pages, page rank, most searched keywords (according to your business), most read/visited content, traffic, visitors (new vs. recurring), and social interactions.

The Marketing manager should periodically evaluate all the chosen KPIs, however, the most interesting KPIs for the management are the ones that bring financial gains to the company.

KPIs versus metrics

KPIs and metrics are not the same things. While KPIs are indicators of company performance, a metric is just something to be quantified or measured, which generates reports and insights. 

However, a metric can become a KPI when it helps with internal company decisions and/or guides the company in its purposes since to be a KPI, it has to be valuable to the business and help managers make smart decisions.

Always keep in mind that the KPI must be relevant to the purpose. Vanity indicators, that is, indicators that do not show any results, are not good KPIs, such as, for example, the number of followers and amount of likes on Instagram.

KPIs that measure the success of brands

There are thousands of KPIs, which can be numbers or percentages, and the challenge is to figure out which ones are most important for your business while also taking into account your company’s industry or sector.

Source: Vlada Karpovich

Quantity of Leads

Lead is a business opportunity, that is, a person interested in the product or service, or a potential customer. To attract visitors and convince them to leave the contact, you need a strategic and focused Inbound Marketing campaign. This indicator is relevant for both the Sales team and the Marketing team, just identify the total number of leads generated in the business in a given period.

Quantity of Prospects

Prospect is a lead in a more advanced stage, almost ready to purchase the product. When a lead evolves into a prospect, the Sales team will understand the best moment to approach it, how to do it, and which offers are more interesting for this future consumer.

Cost per Lead (CPL)

The CPL is the cost to generate a lead. It is necessary to measure each channel and acquisition method to understand which one generates more leads and its respective cost, and thus optimize investments and increase lead generation. Formula to calculate the CPL: total cost of marketing actions ÷ number of leads generated in a given period.

Customer Acquisition Cost (CAC)

The CAC is related to both Marketing and Finance. It is the company’s average expenditure for the acquisition of a customer. It can be calculated using the formula: total sales and marketing expenses ÷ total customers acquired.

Cost per Click (CPC)

The CPC is the cost determined by online advertising platforms for each click on a sponsored ad. It is the actual amount the advertiser will pay for the click on your ad. Calculation: total campaign cost ÷ number of clicks the ad received.

Churns Rate

The churn rate is the total amount of cancellations, i.e. how much revenue or customers the company lost. Calculation: the number of customers lost ÷ total active customers at the start of the analysis period × 100.

Lead Conversion Rate

It is the percentage of leads that became customers, in other words, generated leads versus converted leads, very useful for analyzing the performance of the Digital Marketing strategy, calculated using the formula: total leads ÷ total visitors × 100.

Click Through Rate (CTR)

The CTR is one of the most important indicators to be monitored in a Digital Marketing strategy. It is the click-through rate of an email or ad, which indicates the percentage of people who clicked on the link after viewing it. It is calculated using the following formula: number of clicks the ad received ÷ total times the ad was displayed × 100.

Customer Retention Rate 

The customer retention rate is the number of customers who remain loyal to the company after conversion or purchase. The longer you keep a customer, the greater their lifetime value. 

Monthly Qualified Leads

Some factors can show when the leads are ready, that is, qualified for the Sales team to act: the need the lead demonstrates for the solution; the match between the product and the lead (geographical factors, availability, etc.); the budget of the lead’s organization (purchasing power); the authority of the contract (decision-making power); the timing of the sale and the interest.

Average ticket

The average ticket is the average of how much each customer spends with the company, a great metric to evaluate sales performance. The calculation of the average ticket is the sales volume in the period divided by the number of sales in the same period.

Revenue 

Revenue represents the capital inflows that result from a company’s activity when selling products or services: quantity of products or services sold × price.

ROI (Return on Investment)

ROI (return on investment) is the amount billed subtracted from the costs, divided by those costs.

Traffic 

Several visits to the website, can be measured and tracked daily or monthly: DAU (Daily Active Users) and MAU (Monthly Active Users). The traffic shows whether email, SEO, and social media efforts are generating good results, and indicates the best performing channels (traffic origin) and keywords in the campaign.

Returning Visitors/Total Visitors

Of the total website visitors, how many returned?

Average time on page

Average session length of visitors to the website or blog.

Website Conversion Rate

Of the total visitors, how many of them convert an action, namely: download an e-book, make a purchase, fill out a form? It is the conversion of website visitors into leads, whether qualified for Marketing or Sales.

The conversion rate of a CTA

Of the visitors to a page, how many of them click on a button (CTA: Call to Action)?

Click through rate on pages 

Of the visitors to a page, what percentage of them click on some link?

Pages per visit

How many pages are viewed per visit to the website or blog?

Amount of backlinks 

How many links on other (relevant) websites direct to your website?

Page Authority

Page authority is the measure of content quality and page relevance provided by analytical tools.

Google Pagerank

Page ranking on Google, calculated by Google from the use of various algorithms to determine the importance of pages.

Keywords in the TOP 10 SERP

Several keywords on the website cause it to be displayed among Google’s top 10 results.

Conversion Rate by Keyword 

Percentage of visitors attracted by the keyword that converted actions on the website.

Bounce Rate

Of the visitors to the website, how many of them access a page and after a few seconds left?

Traffic generated from social networks

Visitors to the website came from links on social networks.

Cost per Thousand (CPM)

CPM in digital marketing is an acronym for the performance metric “Cost per Thousand Impressions”, that is, what amount is being charged when ads are printed (displayed) a thousand times.

Click to Open (CTO)

The CTO is the number of clicks divided by the number of emails opened.

Social Engagement

Involvement of people with the brand through shares, comments, and mentions on social networks.

Net Promoter Score (NPS)

The NPS measures customer satisfaction. It asks “from 0 to 10, how much would you refer our company to friends?” The formula for calculating NPS is the percentage of promoting customers (scores of 9 and 10) minus the percentage of detracting customers (scores of 0 to 6).

Customer Lifetime Value (CLTV)

CLTV is the prediction of the total amount of money a customer will spend during their relationship with the brand, i.e. the value a customer generates for a company over their lifecycle.

Sales Cycle Time

The time it takes to complete a sale.

Average Sales Conversion Time

The time, on average, that the Sales team takes to convert a sale

Customer Growth Rate

The percentage of customer growth from one month to the next, each quarter, semester, or year.

Brand Equity

Brand Equity is the set of associations and behaviors on the part of customers, channel members, and the brand’s parent company that allows the brand to earn greater volume or higher margins than it could without the brand name, and that gives it a strong, sustainable, and differentiated advantage over its competitors. (Source: Marketing Science Institute)

Brand value is the strength of a brand from the financial assets involved in it. An intangible differentiating effect, which, if positive, gives it a competitive advantage in the marketplace. Brand value can be determined from the financial results of a product about its prices; the brand value when introducing new products; and the brand value based on the thoughts, sensations, and habits of customers about the business.

In this context, the following variables also contribute to the success of a brand, making it valuable: Brand Knowledge, Brand Remembrance, Brand Image, Brand Recognition, and Brand Coherence, in addition to Brand Satisfaction.

Brand Knowledge is the level of familiarity of consumers with the product or service and the key to Brand Equity as it generates a differentiated response, and can be characterized into two components: Brand Remembrance and Brand Image.

Brand Remembrance is the ability of consumers to remember the brand unaided. Brand Image is how consumers see the brand, how they perceive what it represents, the associations they make with the brand and their feelings after interactions with the brand.

Brands with high Recognition are seen as trendy, popular, and prominent.

Consumer Satisfaction with a particular brand is a consequence of the feelings and thoughts regarding their experience with the brand and is directly linked to Brand Consistency, that is, the difference between the promises of the brand and the actual perception of it.

A satisfied customer can become an advocate for the brand, referring it to others.

Data-driven Marketing and Sales

Data-driven is a strategy of collecting, storing, and processing data, to generate insights, trends, and information about the business itself and the market. The management of this data helps transform knowledge into smarter actions and decisions

The company’s Marketing and Sales departments must analyze the data intelligently and make the best decisions. To do so, they must do some initial planning to identify all the conversion points.

The most important KPIs for those analyzing the data are:

  • Click Through Rate (CTR) = click-through rate of an ad/email;
  • Connect Rate = connectivity rate, which indicates how many clicks became sessions;
  • Conversion Rates in the Marketing funnel: Visitors → Leads → Opportunities → Customers;
  • Cost Per Lead (CPL);
  • Customer Acquisition Cost (CAC).
Source: olia danilevich

Teams should also check whether the audience is accessing the website by mobile or laptop; what the conversion performance is by each browser type; and whether there is one channel that brings in more than 50% of the results.

Other relevant indicators are:

  • Average Session Time on the website and Rejection Rate;
  • Connection time with a server;
  • SEO (Search Engine Optimization): evaluate traffic and integration with Google Search Console to compare results by period and identify specific keywords used to reach each content.

Regarding the Sales team, the five main KPIs to be looked at are:

  • Customer Lifetime Value (CLTV); 
  • Conversion Rates: from what enters the funnel to what leaves it;
  • Percentage of the team that is reaching the target;
  • Number of sales per salesperson;
  • Sales pipeline movement.

Strengthen your brand through KPIs

KPIs make it possible to track and better manage the level of performance and success of the company’s strategies because they monitor the company’s health, measure progress, analyze patterns over time, and help the manager to make adjustments and stay on track, solve problems, and seize opportunities.

Thus, KPIs provide a diagnosis of the company, so that it can act on the problem and better position itself in the market.

Advantages of a strong brand: 

✔ Better perception of product or service performance;
✔ Greater loyalty;
✔ Less vulnerability to competitor marketing actions;
✔ Less vulnerability to crises;
✔ Higher margins;
✔ More inelastic consumer response to price increases;
✔ More elastic consumer response to price reductions;
✔ Greater cooperation of intermediaries;
✔ Greater effectiveness of communication and marketing programs;
✔ Licensing opportunities;
✔ Brand extension opportunities.

Strengthening brand value will only be possible by first understanding the audience’s behavior well, then measuring relevant KPIs and making recommendations for actions derived from them.

Como criar uma audiência através do copy

Pauliny Zito
Planner, copywriter e copydesk

Copy não é “só” para artigos de blog, sites ou legendas de redes sociais.

O facto é que, com as redes sociais, passamos a escrever muito mais e tornamo-nos todos “escritores” ou “redatores”, como queira.

Escrever sempre fará parte do processo, quer na criação de vídeos, de podcasts, de apresentações dinâmicas ou de jogos. Afinal, planear é preciso.

Não importa o formato ou a media, o desafio é escrever bem ao ponto de criar uma audiência fiel ao longo da jornada de compra.

Perceba como neste artigo.

Pauliny Zito
Planner, copywriter e copydesk

Copy não é “só” para artigos de blog, sites ou legendas de redes sociais.

O facto é que, com as redes sociais, passamos a escrever muito mais e tornamo-nos todos “escritores” ou “redatores”, como queira.

Escrever sempre fará parte do processo, quer na criação de vídeos, de podcasts, de apresentações dinâmicas ou de jogos. Afinal, planear é preciso.

Não importa o formato ou a media, o desafio é escrever bem ao ponto de criar uma audiência fiel ao longo da jornada de compra.

Perceba como neste artigo.

O que é o Copy

Copywriting ou simplesmente Copy é a escrita persuasiva, uma técnica para convencer a audiência a realizar uma ação.

Por isso, o copy, seja de conversão, seja de conteúdo, está totalmente ligado a uma persona (representação do cliente ideal).

Um bom copy

Nunca é uma cópia de outro.

Não faz generalizações.

Não é agressivo.

Não recorre a clichês.

Um bom copy é criativo e sempre original, alinhado com a estratégia de marketing digital e direcionado para a persona.

Um bom copy contextualiza, tem uma certa profundidade.

Metodologia Inbound

Para um copy de sucesso, aplique a Metodologia Inbound.

Inbound = Conteúdo + Contexto (para quem está a criar).

Em poucas palavras, é a informação certa para a pessoa certa no momento certo, em todas as interações.

O Inbound Marketing trabalha para criar relacionamentos individualizados que causem um impacto duradouro na sua audiência e na sua marca. Ou seja, o foco é sempre o cliente.

Essa metodologia deve abranger todas as equipas (Marketing, Vendas e Atendimento) e, basicamente, possui três fases:

  1. Atrair (Attract)
  2. Envolver (Engage)
  3. Encantar/Fidelizar (Delight)

Alguns autores identificam essas três fases assim:

  1. Atração
  2. Consideração 
  3. Decisão

Storytelling

Há quem goste de contar histórias. Há quem goste de ouvir histórias. Mas de uma coisa temos a certeza. Uma boa história é capaz de chamar a atenção e cativar muitas pessoas.

Por esse motivo, o método do storytelling – ou contar histórias – está muito presente na produção de conteúdo em geral. E, claro, também no copywriting.

As histórias ligam pessoas a pessoas, geram identificação, e por isso são uma excelente estratégia de aproximação entre marcas e clientes.

Envolva a persona ao relatar a sua história. A identificação acontece consoante a situação, a jornada e a emoção.

Para além disso, o storytelling é uma boa técnica para conteúdo com potencial viral, podendo ser aplicado pontualmente no conteúdo ou como parte de sua estrutura.

Jornada do Herói

  • Introdução
  • Problema (Dor)
  • Recusa ao chamado (momento de tensão)
  • Mentor
  • Desafio (Clímax)
  • Resolução

Gatilhos mentais

Gatilhos mentais são motivadores psicológicos ou facilitadores para o cérebro que ajudam a despertar a emoção, sendo amplamente aplicados no copy.

Robert B. Cialdini, em As Armas da Persuasão, faz menção a seis gatilhos mais usados na publicidade:

1) Reciprocidade

Reciprocidade é entregar valor para que a persona retribua.

2) Compromisso e Coerência

Cumprir o combinado e ser coerente em todos os momentos.

 

3) Aprovação Social

“Como 95% das pessoas são imitadoras e apenas 5% iniciadoras, elas são convencidas mais pelas ações dos outros do que por qualquer prova que possamos oferecer.”

– Roberto Cavett

4) Afeição

Afeição é criar vínculo, conexão com a persona.

5) Autoridade

A empresa como uma especialista em determinado assunto. É o princípio de reputação.

6) Escassez

A escassez pode ser de tempo, de bónus, de vagas, de acesso.

Como criar a sua escrita mais fácil, acessível e divertida 

Existe um método chamado Estrutura do GPS de Escrita (Writing GPS Framework, termo original em inglês) que coloca o leitor no centro do seu trabalho e possibilita a si publicar com confiança.

Esse método leva o escritor ou copywriter de uma ideia inicial a um conteúdo completo.

A Estrutura do GPS de Escrita tem três etapas:

1) G: para ir (Go)

Antes de começar efetivamente a escrever, o primeiro passo é pesquisar e planear, pois, assim, a escrita deverá fluir com mais facilidade e naturalidade.

Mas antes disso, identifique a sua meta, isto é, o objetivo do conteúdo. Olhe para esse objetivo e reformule-o da perspetiva do cliente, pensando no benefício para ele e porque ele deverá converter após ler o seu conteúdo.

Depois, reúna dados ou evidências, nomeadamente estatísticas, factos, números, pesquisas, citações de especialistas e depoimentos de outros clientes.

Finalmente, organize as suas ideias, pensando no formato do seu conteúdo.

2) P: para empurrar (Push)

Chegou o momento de escrever e reescrever.

Primeiro, escreva um primeiro rascunho sem se preocupar com erros ou incoerências, pois o ponto aqui é colocar as suas ideias no papel. 

A seguir, reescreva o seu conteúdo para uma pessoa (a persona, por exemplo), mantendo as partes boas, eliminando as partes ruins e reescrevendo o conteúdo. Ao fazer isso, a sua escrita terá um tom mais natural, focado, amigável e acessível.

Com o tempo, e algumas técnicas, conseguirá desenvolver a sua própria voz, conquistando a sua audiência: note o que se repete no seu conteúdo, o tamanho das suas frases, o seu vocabulário, a sua pontuação, o seu estilo descritivo, o seu diferencial relativamente a outros escritores. 

Uma dica extra é testar novos estilos e novas ideias, especialmente técnicas de pessoas que admira.

3) S: para brilhar (Shine)

Nesta última etapa, deverá rever o conteúdo e publicá-lo.

Para isso, pode recorrer a ferramentas de edição de Inteligência Artificial, como as aplicações Grammarly ou Hemingway. Mas cuidado! A IA não deve substituir um bom editor ou revisor humano. 

Por fim, leia o seu conteúdo em voz alta para identificar onde/se está confuso, para além da fluidez e do ritmo da escrita.

Pergunte a si mesmo: esse conteúdo faz o leitor querer avançar até ao final?

Como criar um plano de conteúdo a longo prazo

Para criar uma audiência através do copy, terá de criar necessariamente um plano de conteúdo a longo prazo. 

Como fazer isso? Considere as três etapas a seguir:

Etapa 1: Definir metas de marketing

Defina as metas de marketing com base na Meta SMART: Specific (Específica), Measurable (Mensurável), Attainable (Alcançável), Relevant (Relevante), Timely (Tempo determinado).

Etapa 2: Avaliar as iniciativas e os ativos da sua organização

Avalie as iniciativas e os ativos da sua organização por meio de auditoria de conteúdo, auditoria baseada em eventos, como projetos, prioridades ou eventos futuros.

Etapa 3: Identificar a jornada do cliente para as suas buyer personas

Nessa etapa, lembre-se de que a jornada do cliente está sempre a evoluir.

Como utilizar o copywriting 

Copy nas diferentes fases do funil:

Topo do Funil: Descoberta

No topo do funil, um gatilho mental que funciona bem é o da Reciprocidade. Nesta fase, ofereça conteúdos ricos para a sua audiência.

Meio do Funil: Solução

No meio do funil, utilize os gatilhos mentais Prova Social e Storytelling a fim de fortalecer o relacionamento com a sua persona.

Fundo do Funil: Tomada de Decisão

No fundo do funil, trabalhe com os gatilhos mentais Autoridade e Escassez valendo-se da persuasão.

Copy em materiais ricos

Use uma linguagem atemporal no material rico.

Explore comparações. 

Coloque-se como referência, autoridade, e apresente algo relevante, com um diferencial.

Escreva títulos persuasivos, com indagações ou promessas – e cumpra-as no material rico (num e-book, por exemplo).

E não se esqueça de interagir com a persona.

Copy em conversões (vendas)

Chame a atenção da persona. 

Explore a dor dela. Apresente a solução. Desperte a emoção por meio dos gatilhos mentais. 

Mostre o caminho para a tomada de decisão. 

Escreva uma frase de impacto e uma chamada para ação (CTA) clara e direta, sem ser agressiva e com frases curtas e simples (de 5 a 7 palavras).

Escaneabilidade

Escaneabilidade é o mesmo que otimizar o conteúdo para melhorar a experiência do utilizador, isto é, um recurso para facilitar a leitura dinâmica do conteúdo.

Tais recursos podem ser:

  • negrito
  • itálico
  • intertítulos
  • listas numeradas
  • imagens 
  • ligações

Um copy otimizado para motores de pesquisa utiliza:

  • palavra-chave assertiva
  • conteúdo autêntico
  • texto de qualidade
  • escrita pensada em SEO

Como criar um copy irresistível

Se conseguiu chegar até aqui, parabéns! 

Está realmente empenhado em criar copies irresistíveis!

Técnicas

Abaixo, partilho algumas técnicas a considerar na sua cópia:

3 Cs

Claros | Concisos | Convincentes

Fórmula 1-2-3-4

O que é que eu tenho para si? Escreva tudo sobre a oferta, produto ou serviço.

O que é que farei por si? Escreva sobre as vantagens e benefícios do produto ou serviço.

Quem sou eu? Demonstrar autoridade. Escreva sobre a sua empresa (ou sobre si próprio, já agora).

Quais são os Próximos Passos? Coloque o CTA.

Fórmula PAS

Dor | Agitar | Resolver

4 Ps de Persuasão

Promessa | Imagem | Provas | Push

Tom da escrita

Entretanto, para um copy ser, de facto, irresistível, combine essas técnicas com um elemento-chave importante: o tom da escrita.

Tão importante quanto o que você diz (ou escreve) é o tom que você escolhe para o dizer (ou escrever). No fundo, é o seu modo de expressão

Dessa forma, o tom da sua escrita é obtido pela escolha das palavras, pela história contada e pela conotação pretendida

Ironias demais, recursos de menos comprometem a escrita e podem fazer a sua audiência abandonar o conteúdo. E, pior, desistir da compra, se o copy é de conversão.

Uma história boa, eficaz e memorável nem sempre será um êxito garantido, pois depende de como será narrada. E esse ‘como’ vai depender do ‘quem’ está a ouvir (ou a ler).

Assim como palavras rebuscadas ou muito técnicas podem afastar a audiência por considerá-las elitistas.

Percebeu porque é que a persona importa tanto?

A alma do copy

Um copy de sucesso é aquele que interage com a persona e toca nas emoções dela. 

Um copy de sucesso é aquele que emprega um tom na escrita que se conecta com a persona.

Mostre à sua audiência os benefícios do que está a vender. 

Mova-a, induza-a, conduza-a para uma solução.

Ajude os seus clientes a crescer. 

Crie relacionamentos duradouros através de três vertentes:

  1. Resolvendo problemas.
  2. Ajudando-os a atingir metas.
  3. Excedendo expetativas, com recomendações adicionais, instrução e serviço de alto nível.

Encerro esse artigo com algumas dicas para escrever um copy com alma

✔ Coloque-se no lugar da sua buyer persona.
✔ Monitorize as redes sociais para ver o que os seus clientes têm falado sobre a sua marca.
✔ Meça e acompanhe as interações.
✔ Realize sondagens com os seus clientes.
✔ Faça perguntas abertas.
✔ Beneficie a Regra 80/20: 80% ouvir | 20% falar
✔ Tenha reciprocidade.
✔ Utilize dados e pesquisas.
✔ Estabeleça interações (grandes ou pequenas) constantes.
✔ Escreva variações do mesmo copy.

E lembre-se: as empresas que melhor educam serão as mais bem-sucedidas.

How to create an audience through copy

Pauliny Zito
Planner, copywriter and copydesk

Copy is not “just” for blog articles, websites or social media captions.

The fact is, with social media, we’ve started writing a lot more and we’ve all become “writers” or “copywriters” as you will.

Writing will always be part of the process, whether creating videos, podcasts, dynamic presentations or games. After all, planning is necessary.

No matter the format or medium, the challenge is to write so well in order to create a loyal audience throughout the buying journey.

Understand how in this article.

Pauliny Zito
Planner, copywriter and copydesk

Copy is not “just” for blog articles, websites or social media captions.

The fact is, with social media, we’ve started writing a lot more and we’ve all become “writers” or “copywriters” as you will.

Writing will always be part of the process, whether creating videos, podcasts, dynamic presentations or games. After all, planning is necessary.

No matter the format or medium, the challenge is to write so well in order to create a loyal audience throughout the buying journey.

Understand how in this article.

What is copy?

Copywriting or simply Copy is persuasive writing, a technique to convince the audience to perform an action.

Therefore, copy, whether conversion or content, is totally linked to a persona (representation of the ideal customer).

A good copy…

Is never a copy of another.

Does not generalize. 

Is not aggressive.

Doesn’t use clichés.

A good copy is creative and always original, aligned with the digital marketing strategy and aimed at the persona.

A good copy contextualizes and has a certain depth.

Inbound Methodology

For a successful copy, apply the Inbound Methodology.

Inbound = Content + Context (for those who are creating it).

Simply put, it’s the right information to the right person at the right time, across all interactions.

Inbound Marketing works to create individualized relationships that make a lasting impact on your audience and your brand. In other words, the focus is always on the customer.

This methodology should span all teams (Marketing, Sales and Service) and basically has three phases:

 

  1. Attract (Attract)
  2. Engage
  3. Delight
  4. Some authors identify these three phases like this:
  5. Attraction
  6. Consideration 
  7. Decision

Storytelling

Some people like to tell stories. Some people like to listen to stories. But of one thing we are sure. A good story is capable of catching the attention and captivating many people.

For this reason, the storytelling method is very present in the production of content in general. And, of course, also in copywriting.

Stories connect people with people, generate identification, and for this reason it is an excellent strategy to bring brands and customers closer together.

Engage the persona when relating your story. Identification happens depending on the situation, the journey and the emotion.

Furthermore, storytelling is a good technique for possible viralization, and can be applied punctually in the content or as part of its structure.

Hero’s Journey

  • Introduction
  • Problem (Pain)
  • Refusal to call (moment of tension)
  • Mentor
  • Challenge (Climax)
  • Resolution
Source: yogesh more, Pixabay

Mental triggers

Mental triggers are psychological motivators or facilitators for the brain that help arouse emotion, and are widely applied in copy.

Robert B. Cialdini, in The Weapons of Persuasion, mentions six triggers most commonly used in advertising:

1) Reciprocity

Reciprocity is delivering value so that the persona reciprocates.

2) Commitment and Coherence

Keeping to the agreement and being consistent at all times.

3) Social Approval

“Since 95% of people are imitators and only 5% initiators, they are convinced more by the actions of others than by any evidence we can offer.”

– Roberto Cavett

4) Affection

Affection is about creating a bond, connection with the persona.

5) Authority

The company as an expert in a particular subject. It is the principle of reputation.

6) Scarcity

Scarcity can be of time, bonuses, vacancies, access.

How to make your writing easier, more accessible and fun 

There is a method called the Writing GPS Framework that puts the reader at the centre of your work and enables you to publish with confidence.

It takes the writer or copywriter from an initial idea to a complete piece of content.

The GPS Structure of Writing has three stages:

1) G: to go (Go)

Before you actually start writing, the first step is to research and plan, because then the writing should flow more easily and naturally.

But before that, identify your goal, that is, the aim of the content. Look at that goal and reframe it from the customer’s perspective, thinking about the benefit to them and why they should convert after reading your content.

Then gather data or evidence, such as statistics, facts, figures, research, quotes from experts, testimonials from other customers.

Finally, organize your ideas, thinking about the format of your content.

2) P: to push (Push)

It’s time to write and rewrite.

First, write a first draft without worrying about mistakes or inconsistencies, because the point here is to get your ideas down on paper. 

Next, rewrite your content for one person (the persona, for example), keeping the good parts, eliminating the bad parts and rewriting the content. By doing this, your writing will have a more natural, focused, friendly and accessible tone.

With time, and some techniques, you will develop your own voice, winning over your audience: notice what repeats in your content, the length of your sentences, your vocabulary, your punctuation, your descriptive style, your differentiation from other writers. 

An extra tip is to always test new styles and new ideas, especially techniques from people you admire.

3) S: to Shine

In this last stage, you should revise the content and publish it.

For this, you can resort to Artificial Intelligence editing tools, such as the Grammarly or Hemingway apps. But beware! AI should not replace a good human editor or proofreader. 

Finally, read your content aloud to identify where/if it is confusing, in addition to the flow and rhythm of the writing.

Ask yourself: does this content make the reader want to move on to the end?

How to create a long-term content plan

To create an audience through copy, you will necessarily have to create a long-term content plan. 

How to do this? Consider the following three steps:

Step 1: Set marketing goals

Set marketing goals based on SMART Goal: Specific, Measurable, Attainable, Relevant, Timely.

Step 2: Assess your organisation’s initiatives and assets

Assess your organisation’s initiatives and assets through content audit, event-based audit, such as projects, priorities or upcoming events.

Step 3: Identify the customer journey for your buyer personas

In this step, remember that the customer journey is always evolving.

How to use copywriting 

Copy in the stages of the funnel

  • Top of the Funnel: Discovery

At the top of the funnel, a mental trigger that works well is Reciprocity. At this stage, offer rich content to your audience.

  • Middle of the Funnel: Solution

In the middle of the funnel, use the mental triggers Social Proof and Storytelling in order to strengthen the relationship with your persona.

  • Bottom of Funnel: Decision Making

At the bottom of the funnel, work with the mental triggers Authority and Scarcity using persuasion.

Copy in rich materials

Use timeless language in your rich material.

Explore comparisons. 

Put yourself as a reference, an authority, and present something relevant, with a differential.

Write persuasive titles, with questions or promises – and deliver on them in the rich material (in the e-book, for example).

And don’t forget to interact with the persona.

Copy in conversions (sales)

Get the persona’s attention. 

Explore their pain. Present the solution. Arouse emotion through mental triggers. 

Show the path to decision making. 

Write an impactful sentence and a call to action (CTA) that is clear and direct, but not crude, however with short and simple sentences (5 to 7 words).

Scannability

Scannability is the same as optimizing content to improve the user experience, i.e. a feature to make the content easier to read dynamically.

Such resources can be:

  • bold
  • italics
  • intertitles
  • numbered lists
  • images 
  • links

A search engine optimised copy uses:

  • keyword assertive
  • authentic content
  • quality text
  • SEO-friendly copywriting

How to create an irresistible copy

If you’ve made it this far, congratulations! 

You’re really committed to creating irresistible copy!

Techniques

Below, I share some techniques to consider in your copy:

3 Cs

Clear | Concise | Compelling

1-2-3-4 Formula

What’s in it for you? Write all about the offer, product or service.

What will I do for you? Write about the advantages and benefits of the product or service.

Who am I? Demonstrate Authority. Write about your company (or yourself for that matter).

What are the Next Steps? Place the CTA.

Formula PAS

Pain | Stir | Solve

4 Ps of Persuasion

Promise | Image | Proof | Push

Writing Tone

However, for a copy to be, indeed, irresistible, combine these techniques with an important key element: the tone of the writing.

Just as important as what you say (or write) is the tone you choose to say (or write) it. Ultimately, it is your mode of expression. 

In this way, the tone of your writing is obtained by the choice of words, the story told and the intended connotation. 

Too much irony, too few resources compromises your writing and can make your audience abandon your content. And worse, give up on the purchase, if the copy is converting.

A good, effective and memorable story will not always be a guaranteed success, because it depends on how it is told. And that ‘how’ will depend on ‘who’ is listening (or reading).

Just as far-fetched or very technical words can drive away the audience because they consider them elitist.

Did you understand why the persona matters so much?!

The Soul of the Copy

A successful copy is one that interacts with the persona and touches on their emotions. 

A successful copy is one that employs a tone in the writing that connects with the persona.

Show your audience the benefits of what you are selling. 

Move it, induce it, lead it towards a solution.

Help your customers to grow. 

Create lasting relationships through three strands:

  1. Solving problems.
  2. Helping them achieve goals.
  3. Exceeding expectations, with additional recommendations, instruction and high-level service.

I close this article with some tips for you to write a soulful copy: 

✔ Put yourself in the shoes of your buyer persona.

✔ Monitor social media to see what your customers have been saying about your brand.

✔ Measure and track interactions.

✔ Conduct surveys with your customers.

✔ Ask open-ended questions.

✔ Benefit from the 80/20 Rule: 80% listening | 20% speaking

✔ Have reciprocity.

✔ Use data and research.

✔ Establish constant interactions (big or small).

✔ Write variations of the same copy.

And remember, the companies that educate best will be the most successful.

Pequeno manual de gestão de tempo para freelancers

gestão-de-tempo-para-freelancers
Sandra Caravana
Copywriter

Precisam os freelancers de um relógio de ponto biométrico?

O mito do freelancer: é um estilo de vida em que a pessoa que o escolhe seguir não tem horas para nada. Reza a lenda que os chamados freelancers decidem o seu próprio horário. É o expoente da liberdade. Podemos distinguir um freelancer do comum dos mortais na fila do banco: é aquele que lá está às 11h43m e não está stressado. Ou no médico de família. 

Será mesmo assim?

Sandra Caravana
Copywriter

Precisam os freelancers de um relógio de ponto biométrico?

O mito do freelancer: é um estilo de vida em que a pessoa que o escolhe seguir não tem horas para nada. Reza a lenda que os chamados freelancers decidem o seu próprio horário. É o expoente da liberdade. Podemos distinguir um freelancer do comum dos mortais na fila do banco: é aquele que lá está às 11h43m e não está stressado. Ou no médico de família. 

Será mesmo assim?

Um freelancer é um profissional autónomo e independente – mas não deve ser confundido com o conceito contabilístico de trabalhador independente. Regra geral, um freelancer trabalha por projetos. Um texto, uma música, uma tradução, um design… e é pago/a por esse trabalho. São, na maior parte, profissões que não exigem a presença do profissional de forma rotineira num sítio específico. Os freelancers podem ser nómadas digitais, embora não exista necessariamente reciprocidade. 

Então, um freelancer é totalmente livre?

Se um profissional freelancer trabalha por projetos, porque é tão importante a gestão do tempo? 

With great power comes great responsibility – já dizia o Tio Ben. 

Strawberry Nevill expõe o tempo como unidade de energia

Tomemos o exemplo de um/a copywriter para redes sociais. O trabalho é escrever uma publicação com 200 palavras, com o objetivo de anunciar o novo menu do restaurante O Restaurante Fictício. O mais lógico seria este/a copywriter monitorizar quanto tempo precisa para escrever um post destes e, a partir daí, gerir o seu horário por períodos de trabalho. Nevill propõe olhar para a gestão do calendário como unidades de energia. Esta noção de energia está associada ao conceito de concentração.

 

Não temos o mesmo nível de concentração, nem tempo de atenção, ao longo da nossa vida. Estima-se que crianças de 2 anos tendem a concentrar-se de 4 a 10 minutos numa atividade; crianças de 7 anos cerca de 14 a 35 minutos e crianças de 10 anos durante 20 a 50 minutos. Estes estudos devem ser apresentados com relativa precisão, pois há muitos aspectos influenciadores no que concerne ao nosso tempo de atenção, além da idade. Para ver o trabalho por unidades de energia, devemos perceber qual o nosso tempo de atenção, mas não será um fator primordial. 

 

O tempo passa mais rápido quando fazemos algo que gostamos, já dizia o outro. 

Fonte: Pixabay

Passamos para o exemplo de um/a designer cujo projeto é criar um logótipo para o restaurante O Restaurante Fictício. Quanto tempo passa um/a designer a desenhar um logo? Leva o tempo da reunião com o/a cliente, leva o tempo da meeting com a agência de marketing (se for o caso de um rebranding bem feito), leva o tempo – e, oh que tempo – a olhar para a tela em branco sem saber o que fazer. Leva o tempo de analisar todos os rascunhos e, quando o/a designer pensa que a sua tarefa terminou, leva mais o tempo de fazer 73 pequenas alterações que o/a cliente solicitou. No meio de todos estes tempos, há um tempo que o designer não sentiu a passar: o tempo da sua tarefa preferida. Por isso, Nevill fala em compreender os diferentes tipos de energia. Podemos-nos sentir esgotados ainda antes de ver o trabalho finalizado.

 

Então, revolucionamos o calendário. Freelancer que é freelancer sem nomadismo, já salvaguardou uma parede do seu escritório para criar o seu próprio calendário com post-it’s. Desenhamos um calendário na parede e cada post-it é uma tarefa. Repare: uma TAREFA e não um TRABALHO. Assim, visualizamos as unidades de tempo (as que não controlamos – uma hora terá sempre 60 minutos), as unidades de energia e as tarefas por realizar.

 

Saber partir um trabalho em tarefas é o mesmo exercício que criar objetivos. Quero ter mais seguidores na minha conta de Instagram é diferente de Quero ter 3000 seguidores na minha conta de Instagram no final do próximo mês. O segundo é um verdadeiro objetivo – mensurável. Salvaguardem tempo para todas a tarefas que o vosso trabalho exige: saibam quanto tempo, em média, leva cada tarefa a estar concluída e incluam nesse tempo unidades de energia usadas.

 

Quantas unidades de energia usa por dia?

As unidades de energia são os blocos de tempo, com bateria limitada, onde somos mais produtivos/as. 

Robin Sharma, por exemplo, pôs todos os despertadores a tocar às 5am (cinco horas da madrugada). 

O Clube das 5 da Manhã, Robin Sharma

É uma morning person? De nada nos custa tentar. Acordar às 5h da manhã para meditar no silêncio, ler com o nascer do sol, dançar com os primeiros sons… Acordar mais cedo proporciona momentos de qualidade para os seus pensamentos antes de o dia começar oficialmente. Parece-lhe bem? Não se esqueça que terá de se deitar bem mais cedo também. Consegue transformar isto num post-it? Será uma tarefa ou um prazer? Será um privilégio de ser freelancer? 

Em caso de resposta positiva, deverá também gostar de ler este

Vamos a aspetos mais práticos da organização de tempo de um/a freelancer. Mais práticos e mais digitais.

Ferramentas de gestão de tempo e tarefas para freelancers

1. Trello

Trello é uma ferramenta para a organização de projetos e tarefas, que pode ser editado por várias pessoas. O site (também disponível em aplicação móvel) funciona em formato de listas, compostas por quadros, que pode criar e editar como preferir, além de fazer comentários, adicionar checklists, arquivos, imagens, textos… o que for necessário para o seu trabalho.

2. Toggl

Toggl atua como uma espécie de cronómetro das suas tarefas. Pode criar uma lista de tarefas diárias e consegue cronometrar quanto tempo usa para cada atividade. No final de cada projeto, é possível ver um gráfico das horas dedicadas a cada trabalho. Disponível para browser e aplicação móvel. 

3. Notion

Notion é uma aplicação do estilo workspace, mas tão personalizável que podemos colocá-la na linha de “all-in-one” ‒ ferramentas que concentram todas as funcionalidades das concorrentes dentro de um único sistema. O Notion funciona em todas as plataformas, incluindo Android, iOS, Mac, Windows e web. Muito usado por designers pela possibilidade de quadro em branco. 

4. Evernote

Recorda-se dos cartões de visita? Guardávamos todos para o caso de virmos a precisar de um canalizador ou agente imobiliário. O Evernote começou por ser a app-ideia para guardar digitalmente esses cartões e evoluiu para a app que guarda todas as notas, mensagens, recados, imagens, inspirações e citações que queira guardar. Uma app amiga do/a jornalista.

Aplicações à parte, podemos gerir o tempo e energia pela técnica de Pomodoro, muito popular entre estudantes. Consiste em criar blocos de tempo de trabalho, alternados por blocos de pausa, de um tempo menor. Por exemplo:

Fonte: NaPrática.org

No tempo de trabalho, eliminamos qualquer tipo de distrações. No tempo de pausa, afastamo-nos do local de trabalho. Este tempo de trabalho pode ter a duração da sua unidade de energia, usando a quantidade de blocos adequada ao seu tempo produtivo.

 

Trabalhe enquanto eles dormem,
estude enquanto eles se divertem,
persista enquanto eles descansam,
e então, viva o que eles sonham.”

Provérbio japonês

Perguntem a Timothy Ferris. 

4 horas por Semana – Trabalhar Menos, Produzir Mais –  é a bíblia para quem quer fugir do tradicional das 9 às 5 (que nunca é 5; é 6 ou 7 ou 8). É possível trabalhar somente 4 horas por semana? É, mais ou menos. Aqui a keyword é produtividade. Tim não estava bem; estava rico, mas não estava bem. Queria mais tempo. Decide criar a sua própria mudança através de quatro passos:

  1. Definição: introduzir as regras e objetivos do jogo. 
  2. Eliminação: aniquilar a noção absoluta de gestão de tempo. É aqui que começa a estratégia para trabalhar 4 horas por dia (quando, em Portugal, ainda se discute a semana de 4 dias).
  3. Automatização: outsourcing e regras de não decisão. Se não podemos controlar, é aceitar que dói menos. 
  4. Libertação: trabalho remoto, minirreformas e mobilidade. 


Tim entra na lista de autores de auto-ajuda? Não, sim, talvez… Vejamos:

  • Fazer bem uma coisa pouco importante não a torna importante.
  • O facto de exigir muito tempo não torna uma tarefa importante. 

 

A gestão de tempo dos freelancers baseia-se na optimização das tarefas (não projetos) tendo como finalidade uma maior produtividade. Tim casa o Princípio de Pareto com a Lei de Parkinson:

 

Princípio de Pareto 

O princípio 80/20, muito utilizado no comércio. 80% dos outputs resultam de 20% dos inputs. Ou, 80% dos resultados derivam de 20% do esforço e tempo. 80% dos lucros de uma empresa advêm de 20% dos produtos e dos clientes. 

 

Lei de Parkinson

Dita que uma tarefa aumentará em importância e complexidade em relação ao tempo acordado à sua conclusão. É a magia do prazo iminente. A pressão do prazo força-o a concentrar-se e a completar a tarefa. E como o prazo limite está muito próximo, focamo-nos nos aspectos mais importantes e cruciais do projeto (quem nunca deixou a finalização de um trabalho para a data limite?)

Fonte: Renato Nascimento via Linkedin

Tim Ferris desafia-nos com o exercício de juntar duas abordagens aparentemente inversas:

  • Limitar as tarefas ao importante e encurtar o tempo de trabalho
  • Encurtar o tempo de trabalho para limitar as tarefas ao importante

Se lhe pediram a tradução de um texto e a data de entrega exigida é longa, tais tarefas vão pesar no seu calendário, esteja ele numa parede ou numa aplicação, e a tradução só estará completa na hora limite da entrega. Porque enquanto o projeto estiver aberto, vai estar sempre a editar alguma coisa, por mais insignificante que seja. Vai usar mais unidades de energia em tarefas de pouco significado. 

Nota: a primeira edição de The 4-Hour Workweek data de 2007. Logo, todas as estratégias e sinergias abordadas não foram influenciadas pela pandemia de 2020. Aconselho que leia sempre a edição mais recente, para encontrar as dicas mais atualizadas. 

 

“O tempo perguntou ao tempo
quanto tempo o tempo tem.
O tempo respondeu ao tempo
que o tempo tem tanto tempo
quanto tempo o tempo tem.”

Quando trabalhamos em regime freelancer, o tempo é flexível. Podemos trabalhar mais ou menos horas, mas o tempo é nosso. Está dentro do nosso controlo, está dentro dos nossos post-it’s, está dentro das nossas caixinhas de energia. 

Ser freelancer é tentar ser produtivo e responsável. Criamos a nossa tabela de preços (explora mais este assunto aqui) e escolhemos os nossos clientes e projectos. 

Ser freelancer é também estar visível e procurar trabalho. E procurar trabalho é um post-it daqueles bem grandes, num cor-de-rosa muito forte. Basta uma palavra: networking

Ser freela exige uma capacidade de estabelecer limites claros entre a vida pessoal e a vida profissional. Mais um post-it? Sim, se assim o entender. 

Fonte: Pexels

As keywords de um freelancer são produtividade e energia. Mais do que tempo, porque esse é uma questão de calendário. 

Voltando à questão inicial do texto: precisam os freelancers de um relógio de ponto biométrico?

Sim. Para autocontrolo e avaliação.

Webdesign: tendências de cores para 2023

Tendências de Cores
Gabriela Polidoro Lima
UX Designer & Content Writer

A cada novo ano que se inicia há sempre a expectativa de quais serão os novos conceitos e tendências, seja para a moda, para o design, para a decoração e até no que se trata do comportamento de consumo.

Com o crescimento expressivo do mercado digital, não poderiam faltar as grandes previsões mundiais quando se fala de novidades e inovações para esta área também.

Por isso, para quem trabalha com o universo Web, fique atento às tendências de cores para o ano de 2023.

Gabriela Polidoro Lima
UX Designer & Content Writer

A cada novo ano que se inicia há sempre a expectativa de quais serão os novos conceitos e tendências, seja para a moda, para o design, para a decoração e até no que se trata do comportamento de consumo.

Com o crescimento expressivo do mercado digital, não poderiam faltar as grandes previsões mundiais quando se fala de novidades e inovações para esta área também.

Por isso, para quem trabalha com o universo Web, fique atento às tendências de cores para o ano de 2023.

Tendências de Cores para 2023

Uma vez as tendências eram apenas direcionadas à Moda e eram ditadas por grandes empresas de pesquisa como a WGSN e a Pantone. Das passerelles para as vitrines, depois para as ruas, esses eram os ambientes onde poderia ser confirmada a adesão das tendências ditadas a cada ano. Atualmente, e principalmente após a pandemia do COVID-19, essas tendências tiveram de ser também adaptadas ao universo digital, pois as grandes marcas dos setores do retalho e do calçado precisaram de ampliar a sua atuação para esse novo habitat. O que os consumidores veem nas vitrines e passerelles deve estar coerente com o que eles veem nos websites e e-commerce dessas mesmas marcas, por isso, a escolha do visual e das cores não pode apenas seguir tendências, mas fazer parte de todo um conceito e linguagem visual de cada marca.

Com essa mudança de cenário, é essencial ter em mente a importância e o impacto que as cores têm num projeto digital, seja um site, um blog ou uma aplicação.

A primeira leitura feita pelos utilizadores é feita nos primeiros 90 segundos de exposição e 90% do resultado dessa leitura é impactado pela cor.

Assim, além de saber quais as cores tendência é imprescindível entender como utilizá-las. Vamos a isso?

Qual a cor do ano para 2023 eleita pela Pantone?

A marca PANTONE®, foi criada pela Pantone Inc. sediada nos EUA e considerada a autoridade em cores no mundo por ter criado, em 1967, uma linguagem padrão para a comunicação e gestão de cores, desde o designer até ao consumidor final. A tonalidade Viva-Magenta, é a escolhida como cor do ano para 2023, que traz consigo uma paleta de cores combinante denominada Magentaverse – nome que já deixa claro a influência forte do universo digital. No site oficial da marca, a cor é descrita como corajosa, destemida e pulsante, cuja exuberância promove alegria e uma celebração otimista, escrevendo uma nova narrativa.

Segundo Leatrice Eiseman, Diretora executiva da marca:

“Na era da tecnologia, nós procuramos desenhar inspirados pela natureza e por aquilo que é real. PANTONE 18-1750 Viva Magenta, é inspirado no vermelho da cochonilha, um dos corantes mais preciosos pertencentes à família dos corantes naturais e também um dos mais fortes e brilhantes que o mundo já conheceu. A cor reconecta-nos ao que realmente importa, invocando as forças da natureza e ajudando-nos a construir a nossa força interior.”


A
homepage do site dá as boas-vindas à Viva Magenta, a cor de 2023, e mostra a paleta Magentaverse com os códigos das cores escolhidas pela Pantone.

Fonte: Pantone

Digital Lavender – A Cor Tendência 2023 da WGSN

A autoridade global em previsão de tendências de consumo WGSN, também escolheu uma cor para representar o ano de 2023 e a conexão com a tecnologia já está explícita no nome: Digital Lavender. Fundada em 1998, no oeste de Londres, a empresa desenvolve pesquisas aprofundadas que incluem curadoria de dados, análises globais produzindo matérias e ferramentas necessárias para entender o comportamento do público.

“A Digital Lavender é uma cor género-inclusiva já estabelecida no mercado jovem e espera-se que isso se amplie para todas as categorias de moda em 2023. O aspecto sinestésico desta cor torna-a ideal para rituais de autocuidado, práticas terapêuticas e produtos de bem-estar.” Relata a empresa que desenvolveu a cor através do Coloro, sistema projetado para criação e execução de padrões de cor com total confiança. Além de ditar tendências de moda e comportamentais, a WGSN orienta também o mercado digital e indica a cor “para eletrónica, bem-estar digital, iluminação voltada para a qualidade de vida e artigos para a casa.”


Com o excesso de informações e a digitalização em crescente ascensão, ambas as empresas indicam cores que apontam para um movimento contrário, trazendo estabilidade e equilíbrio. Para elas, as cores tendência de 2023 prometem convergir os mundos físico e virtual, conectando os utilizadores ao bem-estar e trazendo força e saúde mental.

Fonte: WGSN

Outras cores que a WGSN aponta como tendência para 2023

Além da principal, Digital Lavender, a WGSN indica mais 4 cores que representam o novo momento que o mundo irá viver em 2023, depois de 3 anos de imposições e distanciamento: Astro Dust, Galactic Cobalt, Sage Leaf e Apricot Crush. Para ver o vídeo de lançamento das cores e saber mais sobre cada uma delas, basta clicar aqui.

Fonte: WGSN

Antes de escolher as cores, o que se deve ter em consideração?

Falando especificamente sobre o universo digital, ao escolher as cores que serão utilizadas num projeto, é essencial considerar alguns pontos importantes:

Compreensão

De que adianta aplicar as cores mais incríveis de 2023 se o utilizador não consegue entender a mensagem que a marca está a transmitir? Legibilidade, acessibilidade e adaptabilidade são as palavras-chave para ter um bom desempenho digital.

  1. Legibilidade – nível certo de contraste entre fundo e texto;
  2. Acessibilidade – além das cores, é essencial lembrar que há quem não consiga simplesmente ver as cores e, por isso, deve ter acesso à locução;
  3. Adaptabilidade – modo noturno, nível de saturação e luminosidade também influenciam a compreensão e demonstram um cuidado importante com os utilizadores.

Para saber se está no caminho certo, existem diversas ferramentas que permitem testar se as cores que está a utilizar proporcionam uma boa leitura aos utilizadores. Aqui seguem alguns sites:

  • https://abc.useallfive.com/ – testa rapidamente os contrastes. É só inserir os códigos das cores e ele gera os resultados de contraste e sobreposição.
  • https://colorable.jxnblk.com/ ferramenta que pode ser usada para aumentar a legibilidade de textos com cores em alto contraste.
  • https://www.colororacle.org/ – extensão disponível para Mac e Windows que mostra em tempo real o que as pessoas com deficiências visuais verão.

Coerência com a marca

Seguir um guia de estilo de marca é fundamental para ter coerência na comunicação. Por mais que a tendência de cores de 2023 seja o Viva Magenta, não deve simplesmente trocar a cor do seu site ou app por causa disso, sabendo que a sua marca tem a cor verde como principal, por exemplo. Utilizar uma comunicação distinta em diferentes pontos de comunicação pode gerar confusão, frustração e inclusive transmitir instabilidade. Imagine um utilizador questionar-se se está mesmo no site oficial da marca justamente porque, ao entrar, não vê, de imediato, a linguagem visual que está acostumado a ver? A rápida identificação é fundamental para gerar conexão e manter o utilizador ativo e próximo.

Um bom exemplo de comunicação é a mundialmente famosa marca de joias Tiffany & Co que já é extremamente reconhecida pelo uso de um tom de azul muito particular na sua comunicação gráfica, lojas e embalagens. A tonalidade específica utilizada pela marca inclusive já é comumente denominada de Azul Tiffany, ou seja, transformou-se num padrão mundialmente reconhecido.

Significado das cores e as sensações que elas transmitem

As sensações que as cores transmitem são muito discutidas, principalmente no final e início de um novo ano. As cores têm diversos significados e estar atentos á esses significados pode ajudar, e muito, na escolha das cores de um produto digital.

Cores e as sensações conectadas às cores:

  • Rosa: romantismo, inocência e amor.
  • Violeta: espiritualidade, intuição, sabedoria e serenidade.
  • Vermelho: cor alegre de ação, paixão, coragem e autoconfiança.
  • Laranja: alegria, sucesso, simpatia e cooperação.
  • Amarelo: criatividade, boa sorte e comunicação.
  • Verde: energia, esperança, regeneração e natureza.
  • Azul: purificação, harmonia, compreensão e clareza de entendimento.
  • Branco: harmoniza, paz, pureza, positividade.
  • Preto: independência, dignidade e poder de decisão.

Fonte: Tiffany & Co

Como podemos ver nas imagens acima, o site da Tiffany & Co, apesar de ser muito limpo e claro, para evidenciar os produtos que está a vender, traz a cor de forma subtil a fim de manter a coerência visual da sua comunicação.

  • Numa imagem, o ecrã inicial do site oficial da marca, traz uma informação no topo da Homepage com a cor no fundo, destacando a mensagem.
  • Na outra imagem, a sombra produzida pelas joias nas imagens dos destaques, traz a cor quase como uma marca d´água, além de estar na imagem maior, que destaca a caixinha onde a joia é guardada.
  • Noutro screenshot do mesmo site, mesmo utilizando cores de grande contraste no fundo (amarelo e laranja), elas não se sobrepõem, pelo contrário, destacam ainda mais a cor da marca na famosa embalagem com laço branco.

 

Além da Tiffany & Co, outras marcas são extremamente eficazes ao utilizar seu padrão de cores em diferentes pontos de comunicação, destacando-se e cativando os consumidores. A rede de fast-food McDonald´s quase não precisa mais utilizar o logotipo inteiro pois ao combinar as duas cores primárias amarelo e vermelho criou uma identidade reconhecida em qualquer lugar do mundo. Se um dia uma das lojas do McDonald´s mudasse suas cores para verde e branco os consumidores poderiam pensar que estavam a entrar em uma loja da Starbucks, outra marca que também criou sua identidade na combinação de cores sempre em destaque em sua comunicação e produtos.

Para além desses significados e referências já populares, ao criar uma marca ou comunicar alguma mensagem é sempre válido considerar alguns fatores relacionados com as cores e o impacto que elas têm sobre os utilizadores. Diversos estudos já realizados sobre a interferência e importância das cores no universo digital, revela que ela pode melhorar a compreensão de uma mensagem em até 73%, a capacidade de aprender em até 68% e facilitar a leitura até 40%.

Veja alguns exemplos de marcas e o que as cores escolhidas por elas transmitem aos seus utilizadores:

Coca-Colavermelho – transmite alegria, vibração e celebração, conceito principal da marca Apple – branco ou prata – a cor transmite tecnologia, inovação e modernidade

Fedexlaranja – cor que transmite rapidez e cooperação

Facebook – azul – a cor transmite confiança e transparência

Assim, é muito importante considerar o que as cores transmitem ao escolher quais as cores a utilizar no seu logotipo, na base da homepage do seu website, num botão call to action ou no ícone da sua app.

Além do que se quer transmitir através da cor, deve-se sempre ter em mente, os valores da marca e a cultura da empresa, todos esses elementos devem estar em harmonia para que, visualmente, o logotipo e a comunicação reflitam exatamente o que a empresa e a marca querem dizer aos seus clientes e consumidores.

Se está a trabalhar com uma marca que já tem uma cor definida, deve-se ter cuidado ao combiná-la com outras cores, pois elas podem destacar, contrastar ou até sobrepor a cor principal, resultando no oposto ao desejado. Cores contrastantes nem sempre destacam a cor principal, elas podem também ofuscar ou criar confusão mental. Combinar cores vibrantes com outras mais neutras funciona sempre, assim como juntar cores da mesma paleta, escolhendo tons diferentes da mesma cor, uns mais claros e outros mais escuros.

A dica é sempre escolher uma cor principal – ou utilizar a cor da marca – e depois combinar mais 1 até 3 cores extras que irão compor a paleta visual do projeto ou style guide. Essa paleta deve ser aplicada em toda a comunicação, seja ela online ou offline.

Para ajudar na criação de paletas de cores, há disponíveis algumas ferramentas gratuitas como Paleta de Cores , Cohesive Colors e 0 to 255

Além de testar a usabilidade das combinações de cores escolhidas, conforme já mencionado, é sempre válido criar uma imagem visual do produto e testar com os próprios utilizadores para saber a opinião. Nada melhor do que testar na prática a eficiência da paleta de cores escolhida.

Leia também: Como a imagem influencia o sucesso da marca

Design Thinking nos negócios

Pauliny Zito
Planner, copywriter e copydesk

Mais do que uma ferramenta, o Design Thinking é um processo de pensamento crítico e criativo para projetar, planear e desenhar um projeto.

É uma forma de abordagem moderna e inovadora que pode ser utilizada em diversos contextos e em qualquer sector.

Pauliny Zito
Planner, copywriter e copydesk


Mais do que uma ferramenta, o Design Thinking é um processo de pensamento crítico e criativo para projetar, planear e desenhar um projeto.

É uma forma de abordagem moderna e inovadora que pode ser utilizada em diversos contextos e em qualquer sector.

De acordo com a Universidade Nova de Lisboa, o Design Thinking:

  • Centra-se na pessoa – começa com uma profunda empatia e conhecimento das necessidades e motivações das pessoas;
  • É colaborativo – beneficia de diversos pontos de vista e perspetivas e é um processo em que a criatividade de um reforça a criatividade de todos;
  • É otimista – acredita que todos podemos criar mudança – não importa quão grande é o problema, quão curto é o tempo ou quão baixo é o orçamento.

Embora o termo “design thinking” já fosse utilizado desde os anos 1970 nos Estados Unidos como uma abordagem criativa, na ciência, engenharia, arquitetura, educação e pesquisa académica, foi somente em 1991 que Tom e David Kelley e Tim Brown sistematizaram as ideias do Design Thinking na metodologia voltada para a gestão de empresas.

A abordagem só começou a ganhar força fora da comunidade de design após o artigo da Harvard Business Review de 2008 [assinatura necessária] intitulado Design Thinking por Tim Brown, CEO e presidente da empresa de design IDEO.

Fonte: Foto de Alena Darmel

Design Thinking

O Design Thinking é uma metodologia utilizada para criar novos produtos, serviços, processos, ou para resolução de problemas. Entretanto, uma metodologia que valoriza a criatividade, experimentação e empatia para encontrar soluções inovadoras, ágeis, práticas e seguras nos negócios.

O principal diferencial é a multidisciplinaridade, a envolver, portanto, pessoas de diversas áreas da empresa.

Fonte: Foto de Cottonbro

Pilares do Design Thinking

Inspiração

Perceber o problema ou oportunidade, estudo das possibilidades, da concorrência e do comportamento do público-alvo. Pesquisar e juntar materiais para inspirar.

Empatia

Colocar-se no lugar do outro e perceber suas necessidades, tanto do público-alvo quanto do público interno da empresa.

Criatividade

Ter a capacidade de fazer conexões entre os dados e opiniões distintas coletadas a fim de encontrar algo em comum entre eles.

Depois é necessário implementar as ideias para obter feedbacks e aprender com os erros, que são inevitáveis.

Etapas do Design Thinking

Cada empresa possui a sua cultura organizacional e as suas particularidades e, por isso, deve avaliar as melhores ferramentas a serem usadas em cada etapa do Design Thinking e, se necessário, adaptar as etapas à sua realidade, para alcançar o objetivo. São basicamente cinco as etapas do Design Thinking, a saber:

1. Imersão ou Empatia

É a fase do entendimento, em que se discute o problema, define-se o propósito e os limites do projeto, faz-se a análise SWOT (Strenghts, Weaknesses, Opportunities, Threats) ou, em português, FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) da empresa, pesquisas exploratórias e de referência. E depois, entrevistas e trabalhos de campo para gerar insights.

2. Definição

É a fase de analisar e organizar o material, identificar padrões e categorizar as ideias, sintetizar. Fazer uma representação gráfica deste material ajuda na visualização do problema. A seguir, filtrar os insights, definir o público-alvo e uma linha de trabalho.

3. Ideação 

É a fase de pensar em uma solução para o problema, tendo em mente que nenhuma solução é ideal. É fundamental usar métodos para explorar ao máximo a criatividade das pessoas envolvidas, incentivando a experimentação e os erros (inevitáveis).

4. Prototipagem

É a fase do protótipo, ou seja, produzir um Produto Mínimo Viável (Minimum Viable Product ou MVP, sigla em inglês). É feita uma versão simples do produto para um período de testes. 

Para criar o MVP, responda a essas três questões:

1) Que solução oferece? Qual é o seu verdadeiro diferencial? 

2) Como funciona essa solução? O que o seu produto/serviço entrega que os outros não entregam?

3) Qual é o resultado esperado para o seu cliente?

5. Implementação

É a fase de implementar a solução. No caso de o produto ser validado, fazer os devidos ajustes e lançar o produto ou serviço no mercado.

Mas atenção, o trabalho não acaba por aqui, tendo em conta que a empresa deve manter um processo de aperfeiçoamento contínuo de cada projeto.

Imagem: Interaction Design Foundation.

Imagem: Interaction Design Foundation.

Estas etapas nem sempre são sequenciais e as equipas muitas vezes executam-nas em paralelo, fora de ordem e repetem-nas de forma iterativa.

Já a MIT Management Sloan School classifica o Design Thinking em quatro etapas:

1. Perceber o problema;
2. Desenvolver possíveis soluções;
3. Prototipar, testar e repetir;
4. Implementar

Fonte: MIT Management Sloan School

Técnicas e ferramentas do Design Thinking

O Design Thinking possui uma série de técnicas e ferramentas colaborativas. Cabe ao gestor identificar aquelas que mais bem funcionam dentro do contexto do projeto e cultura da empresa.

Este artigo lista e descreve 25 técnicas e ferramentas do Design Thinking, que passo a citar em baixo.

Na etapa de Imersão:

1. Reenquadramento

2. Pesquisa Exploratória

3. Pesquisa Desk

4. Entrevistas

5. Cadernos de Sensibilização

6. Sessões Generativas

7. Um dia na vida

8. Sombra

Na etapa de Definição (ou Análise e Síntese):

9. Cartões de Insight

10. Diagrama de Afinidade

11. Mapa Conceitual

12. Critérios Norteadores

13. Personas

14. Mapa da Empatia (conhecimento obtido através de entrevistas com clientes)

15. Jornada do Usuário

16. Blueprint

Na etapa de Ideação:

17. Brainstorming (reunião entre pessoas de diversas áreas da empresa para pensar em ideias, apresentá-las e discuti-las, sem filtros, num curto espaço de tempo)

18. Workshop de Cocriação (encontro organizado na forma de uma série de atividades em grupo com o objetivo de estimular a criatividade e a colaboração, fomentando a criação de soluções inovadoras)

19. Cardápio de Ideias

20. Matriz de Posicionamento

Na etapa de Prototipagem:

1. Protótipo em Papel

2. Modelo de Volume

3. Encenação

4. Storyboard

5. Protótipos de Serviços 

Outras duas ferramentas muito importantes e que vêm sendo cada vez mais utilizadas pelas empresas são:

Ludificação: utiliza-se da dinâmica e do entretenimento dos jogos para tornar uma atividade lúdica (pode ser utilizada em qualquer etapa do processo).

Cocriação com o Cliente: consiste em convidar o cliente a participar do processo de criação do produto, quer pessoalmente, quer virtualmente (nas etapas de Ideação e Prototipagem).

Como aplicar o Design Thinking na sua empresa

Para aplicar a metodologia de Design Thinking na sua empresa, antes de tudo, a cultura da empresa deve possibilitar que isso aconteça. Como?

Que tal começar por:

  • Prover um ambiente confortável, seguro, aberto a novas ideias;
  • Ter uma equipa multidisciplinar focada em aproximar-se do público e criar empatia sobre a solução do desafio;
  • Adotar estratégias de coleta e análise de dados.

Foto de fauxels

Empresa Totvs seguiu o método Design Thinking

A Totvs, que produz softwares e aplicações para outras empresas, utilizou o método de Design Thinking para tornar os seus produtos mais “amigáveis” aos dispositivos móveis (tablets e smartphones, especificamente).

Primeiro, a empresa fez uma pesquisa para conhecer melhor os seus clientes com o objetivo de compreender seus atuais problemas e necessidades.

No caso dos clientes retalhistas, identificou que essas empresas precisavam de um software simples, que permitisse ao vendedor acompanhar o consumidor pela loja e efetuar a venda através do dispositivo, sem precisar de passar na caixa de pagamento.

Depois de mapear as necessidades, a Totvs organizou as ideias num mural com post-its coloridos, com a colaboração de funcionários de diferentes sectores.

A seguir, criou um protótipo do produto, apresentou ao cliente e ouviu as sugestões dele. Então, fez as devidas alterações e apresentou o protótipo do produto final.

Aprovada essa última versão, a empresa entregou o produto pronto para ser utilizado, mas não totalmente acabado. Assim, foi possível observar a experiência do cliente e fazer as atualizações necessárias, sempre a promover a melhoria contínua.

Dessa forma, a Totvs conseguiu, por meio do Design Thinking, evitar retrabalhos e otimizar o tempo de produção do software.

Por que a sua empresa deve investir no Design Thinking?

O gestor de um negócio, nos dias de hoje, tem de ter grande capacidade de adaptação, para além de saber inovar. O Design Thinking é uma metodologia que possibilita e contribui imenso nesse processo, pois, a partir dele, é possível encontrar respostas rápidas e eficazes para as questões mais relevantes do negócio.

Os conceitos de multidisciplinaridade, empatia e criatividade, se bem aplicados, trazem grandes benefícios, não só no âmbito de projetos, mas também no dia a dia da empresa.

Eles devem fazer parte da cultura organizacional para uma real transformação de dentro para fora. A cultura organizacional deve ser focada na colaboração, cooperação e incentivo à criatividade em todos os processos.

O custo de implementação do Design Thinking é reduzido e traz grande vantagem competitiva para a empresa.

Além disso, por agregar colaboradores de todas as áreas, o resultado são profissionais mais felizes, motivados e integrados na empresa e uns com os outros, e por consequência mais produtivos também.

Rebranding: como a imagem influencia o sucesso da marca

Inês Tito
Copywriter

As marcas são entidades vivas. São dinâmicas. E estão em constante mutação. 

Na verdade, a sobrevivência de uma marca está intimamente relacionada com a sua capacidade para adaptar-se aos desejos dos consumidores.

Inês Tito
Copywriter

As marcas são entidades vivas. São dinâmicas. E estão em constante mutação. 

Na verdade, a sobrevivência de uma marca está intimamente relacionada com a sua capacidade para adaptar-se aos desejos dos consumidores.

Contudo, para seguir em frente, por vezes é necessário um corte abrupto com o passado. Uma rutura desta ordem pode revitalizar uma marca e fazê-la crescer. Ou, pelo contrário, pode acarretar consequências irreversíveis. Posto isto, como saber qual o caminho a seguir?

O reposicionamento do Instagram é um exemplo de como o risco calculado resultou numa estratégia de sucesso.

Fonte: Vecteezy

Revitalização da marca através do rebranding

O rebranding, ou estratégia de reposicionamento, é um processo utilizado para alterar os elementos que definem uma marca. Contudo, não significa que estamos a criar uma marca nova. Na verdade, estamos apenas a dar-lhe uma “renovação de visual”. O objetivo é apresentar aos consumidores uma nova identidade com que possam relacionar-se.

Os motivos (certos) para o rebranding

Alterar a imagem da marca pode ser uma ideia tentadora quando há pouco envolvimento dos consumidores ou quando as vendas estão em declínio. 

No entanto, antes de avançar com uma estratégia de reposicionamento, é importante compreender o motivo desses resultados. Por vezes, basta criar uma nova estratégia de marketing e apresentar o produto numa perspetiva diferente.

Se, por outro lado, a imagem da marca está desatualizada ou não reflete a missão e valores da empresa, talvez o rebranding seja a solução. Porém, existem outros motivos igualmente válidos:

  • Nova missão, visão e valores

À medida que uma marca evolui, a sua missão, visão e valores podem alterar-se. Por isso, é importante rever o modelo de negócio e de que modo este se reflete na imagem transmitida aos consumidores.

  • Fusões e aquisições

No mundo dos negócios, as aquisições e fusões entre empresas são comuns. No entanto, para o consumidor pode ser confuso diferenciar a nova marca das pré-existentes. Por isso, é importante apresentar a nova identidade da marca através de uma imagem renovada. 

  • Reposicionamento no mercado

O reposicionamento da marca pode decorrer da criação de produtos e serviços, para alcançar um novo público-alvo. Neste caso, apesar da missão, visão e valores da empresa manterem-se inalterados, é necessário atualizar a imagem da marca.

  • Novos mercados

Quando o objetivo é a expansão internacional, é natural que os novos consumidores não tenham qualquer relação com a atual imagem da marca. Assim, para promover a identificação com a marca, pode ser necessário alterar o logótipo ou até o nome da empresa, ou do produto.

Estratégias de rebranding

O sucesso de um plano de reposicionamento de marca depende de um estudo de mercado exaustivo. Sem conhecermos o nosso público-alvo, os nossos concorrentes e a perceção da marca nos consumidores, como podemos definir os próximos passos?

Além disso, é necessário avaliar a missão, visão e valores da marca. Estarão alinhados com a mensagem que a marca pretende transmitir?

Uma vez clarificados estes aspetos, é tempo de tomar decisões.

Rebranding total

O reposicionamento total resulta numa mudança completa da imagem da marca, que pode incluir a missão e valores da empresa. 

Nesta estratégia, é comum a criação de um novo logótipo. Além disso, pode ser alterado o nome da marca, slogan, esquema de cores e tipo de letra. O resultado é uma imagem totalmente distinta da original. 

Com esta estratégia, a identidade da marca é posta à prova. 

No caso de marcas consolidadas no mercado, esta abordagem pode trazer danos irreparáveis. Os consumidores fidelizados podem ter dificuldade em associar a marca ao produto e, para os investidores, isso significa perdas avultadas. Em última instância, resta reverter todo o processo e voltar à imagem original

Rebranding parcial

Através do reposicionamento parcial são feitos pequenos ajustes à imagem da marca. Em muitos casos, é apenas necessário alterar o logótipo e manter o esquema de cores original. Noutros, a imagem mantém-se. O que muda é a voz da marca.

Esta estratégia é utilizada por marcas maduras que pretendem apenas renovar a sua imagem e reter os clientes fidelizados. Desta forma, o consumidor reconhece a marca e os seus produtos, através de uma imagem melhorada.

Instagram: O sucesso de um rebranding arriscado 

A primeira revolução instituída pelo Instagram foi o seu aparecimento. 

A segunda foi o rebranding de 2016.

Fonte: Unsplash

Em 2010, a rede social Instagram surpreendeu devido ao seu conceito inovador: uma plataforma dedicada a conteúdos visuais, criados a partir de dispositivos móveis. Rapidamente, qualquer pessoa, em qualquer lugar, poderia publicar e partilhar fotos com amigos e familiares.

Esta ideia simples transformou-se numa receita de sucesso. Passados seis anos, o Instagram contava com 400 milhões de utilizadores. Por esta altura, era claro que a rede social tinha crescido o suficiente para ser necessário rever a comunicação da marca. 

A necessidade de mudar

Habitualmente, os processos de reposicionamento surgem para solucionar um problema. 

No caso do Instagram, o “problema” é o cenário de sonho de qualquer executivo: uma marca que cresceu naturalmente, além da sua própria identidade. Este tipo de crescimento obriga a rever a imagem da marca para que esta se mantenha atualizada e acompanhe a sua própria evolução.

O propósito dos utilizadores do Instagram mudara desde o aparecimento da plataforma. Em 2010, a aplicação era essencialmente utilizada para partilhar fotos entre amigos. Contudo, em 2016, eram as empresas que expandiam o seu negócio, apostando em anúncios na plataforma.

Durante este período, a rede social investiu em vários serviços para acompanhar as necessidades dos utilizadores. Entre eles estão as mensagens diretas, os vídeos, os anúncios ou as ferramentas para empresas, como a subscrição de newsletters e compra de produtos.

Além disso, o Instagram apostou na melhoria da experiência do utilizador. Desenvolveu uma interface mais simples e intuitiva, focada na criação e publicação de conteúdos.

Neste sentido, um logótipo inspirado numa máquina fotográfica Polaroid, que nos remete para a nostalgia dos anos 80, dificilmente será associado a uma rede social de última geração.

A transformação de um ícone

O primeiro logótipo do Instagram foi desenvolvido por Kevin Systrom, o cofundador da rede social. Inspirado pela máquina fotográfica Polaroid dos anos 80, o seu intuito era recordar a infância e os momentos passados em família. 

Considerando que o objetivo inicial do Instagram era facilitar a partilha de fotos com amigos e família, este logótipo não poderia ser mais adequado. Por este motivo, nos anos seguintes, o pequeno ícone foi ajustado, para apresentar uma versão atualizada da máquina fotográfica, sem esquecer as suas origens.

Fonte: 1000logos

Assim, quando o novo logótipo foi anunciado em 2016, as reações não se fizeram esperar. Se por um lado houve quem adorasse a nova imagem, do outro estavam os utilizadores fidelizados à imagem original. 

O Instagram simplificou a imagem da antiga máquina fotográfica através de um design minimalista. Além disso, o traçado branco do diafragma da máquina contrasta com o gradiente de cores quentes, inspirado no arco-íris da imagem original. 

A interface também foi atualizada para tons branco e preto. Para Ian Spalter, o responsável pelo rebranding do Instagram, o ícone serviria como uma “porta colorida” para uma aplicação onde “as cores devem surgir dos conteúdos publicados pelos utilizadores”.

Esta mudança drástica gerou grande debate no mundo online. Quer fossem bons ou maus comentários, a controvérsia alimentou a popularidade da aplicação. Assim, apesar da resistência inicial, a mudança revelou ser um sucesso. Em 2018, o Instagram registava um bilião de novos utilizadores em todo o mundo.

A singularidade do rebranding do Instagram

A sociedade moderna vive a um ritmo mais acelerado do que as gerações anteriores. Como consequência, focamos a nossa atenção no que é percetível mais depressa. Não temos tempo a perder e queremos perceber rapidamente o que os nossos sentidos detetam.

Por este motivo, as últimas tendências do design gráfico apresentam elementos em comum que visam facilitar o reconhecimento das marcas. Contudo, no que respeita ao rebranding do Instagram, algumas características são únicas.

  • Simplicidade

Em suma, quanto mais depressa o consumidor perceber do que se trata uma imagem, mais rapidamente associará à marca. Assim, na lógica de “menos é mais”, o novo logótipo do Instagram representa de forma simplificada os elementos-chave da identidade da marca: a partilha de foto e vídeo.

  • Relevância

Para que uma estratégia de reposicionamento seja bem-sucedida, é vital que o logótipo seja relevante para o público-alvo. Ou seja, que informe o público sobre o que se trata aquela imagem. O gradiente de cores e o traçado claro do logótipo do Instagram relevam uma marca de personalidade amigável, onde a imagem, seja em fotografia ou vídeo, é o elemento principal.

  • Memorável

Apesar dos inúmeros estudos conduzidos sobre a memória humana, em muitos aspetos esta permanece um mistério para os investigadores. No entanto, uma coisa é certa: o nosso cérebro simplifica a informação complexa para reter e criar memórias. 

Para uma estratégia de reposicionamento, isto significa que uma imagem com pouco detalhe visual promove o reconhecimento da marca.

Foi esta a aposta do Instagram. Ao apresentar um logótipo limpo e simples, a rede social deixa a sua impressão na memória do utilizador. Além disso, consegue, em simultâneo, comunicar os aspetos mais importantes da personalidade da marca.

  • Intemporal

Num processo de rebranding, é importante pensar a longo prazo, evitando apenas seguir as últimas tendências do design. Com esta estratégia, a marca pode definir qual o caminho a seguir e deixar uma porta aberta para o futuro.

O Instagram alcançou o objetivo da intemporalidade na perfeição. Desde o seu aparecimento, a rede social alterou o foco na fotografia para incluir também o vídeo. Assim, a nova imagem sugere a versatilidade da marca, independentemente do caminho a seguir.

Em 2022, o Instagram continua a reinventar-se. O novo algoritmo trouxe mudanças na apresentação de conteúdos, existindo um maior foco nos conteúdos de vídeo. Como resultado, a plataforma atualizou o gradiente de cores, criou um tipo de letra personalizado, e desenvolveu um novo formato para celebrar a criatividade e autoexpressão.

O que podemos aprender com o rebranding do Instagram?

A mudança é o elemento essencial de qualquer estratégia de rebranding. Na verdade, a mudança faz parte do processo de melhoria contínua que permite a evolução das marcas. 

O Instagram decidiu arriscar e mudar totalmente a imagem a que o mundo já estava familiarizado. Contudo, foi um risco calculado, sustentado por pesquisa e testes exaustivos. Assim, o que podemos aprender com este rebranding?

Conhecer o impacto da marca nos utilizadores e pensar numa estratégia de mercado a longo prazo é importante para apresentar uma nova imagem intemporal, que seja bem aceite pelo público. Durante um ano, a plataforma pesquisou e analisou os dados recolhidos antes de aplicar uma mudança tão drástica.

Além disso, é essencial testar a nova identidade junto de funcionários e consumidores. Através da inquirição a grupos de teste, o Instagram obteve informação vital que conduziu a equipa de rebranding à versão final da nova imagem da marca. 

Por último, é importante aceitar que é impossível agradar a todos. A mudança gera ansiedade e cria resistência ao que é novo. Porém, é essencial para avançar. Este princípio sustentou o processo de rebranding do Instagram, que reconheceu os comentários negativos e, nem por isso, deixou de recolher feedback.

O rebranding do Instagram demonstra a importância de manter uma imagem de marca ajustada às necessidades do utilizador. O que começou como uma mudança chocante, transformou-se num sucesso. Considerando o padrão evolutivo da plataforma, é possível que, no futuro, o Instagram nos surpreenda cada vez mais.

Freelancer: utopia ou um trabalho de sonho concretizável?

Pauliny Zito
Planner, copywriter e copydesk

Trabalhar por conta própria. É isso que define o freelancer, termo em inglês que significa profissional liberal que presta serviços de modo autónomo para empresas ou pessoas, por períodos determinados de tempo.

O trabalho de freelancing oferece flexibilidade, independência e a oportunidade de perseguir a sua paixão.

Pauliny Zito
Planner, copywriter e copydesk

Trabalhar por conta própria. É isso que define o freelancer, termo em inglês que significa profissional liberal que presta serviços de modo autónomo para empresas ou pessoas, por períodos determinados de tempo.

O trabalho de freelancing oferece flexibilidade, independência e a oportunidade de perseguir a sua paixão.

Nas palavras de Peggy De Lange, VP de Expansão Internacional da Fiverr, plataforma que conecta empresas a freelancers:

“A pandemia fez com que as pessoas procurassem formas alternativas de exercer as suas atividades. Para aqueles que estavam acostumados a trabalhar num formato mais tradicional, a adesão forçada ao home office acabou por funcionar como uma experiência que mostrou que é possível unir flexibilidade e produtividade. É muito natural que os profissionais queiram manter os aspectos mais positivos desta vivência daqui para frente, o que acaba contribuindo para que muitos se direcionem para o mercado freelancer”.

Fonte: Foto de Andrea Piacquadio, Pexels

Competências do freelancer

O profissional freelancer deve ter boa comunicação verbal e escrita, alta capacidade de gestão do tempo e de planeamento, alto comprometimento e, acima de tudo, ser muito organizado e ter disciplina a fim de priorizar atividades e cumprir prazos.

O foco na solução de problemas é um dos segredos para ser bem-sucedido nos quesitos disciplina e equilíbrio. Para tanto, o primeiro passo é saber o que exatamente tem de resolver. 

Outras competências necessárias são adaptabilidade e empatia, pois, para conseguir resolver os problemas dos clientes, antes de tudo é necessário percebê-los. E para bem percebê-los, terá de colocar-se no lugar deles.

O freelancer deve ser capaz de estabelecer limites claros entre a vida profissional e a pessoal e ter cuidado para não se deixar influenciar pelas muitas distrações presentes em casa.

Ser freelancer implica ser o seu próprio patrão, um desafio que exige que o profissional desenvolva a liderança. Primeiro, de si mesmo. Depois, na relação freelancer e cliente, a liderança está presente na criação de confiança e credibilidade. Para freelancers que trabalham com parceiros, a liderança deve ser exercida com cordialidade e segurança, dando-lhes, entretanto, autonomia. Por último, há também a relação de liderança com familiares e amigos, para que percebam a seriedade do seu trabalho e respeitem horários e limites. 

Por fim, mas não menos importante, é fundamental que o freelancer saiba como promover o seu trabalho, construindo a sua marca pessoal forte, que só será conseguida se o profissional for especialista em determinado nicho – e não um generalista. 

Como construir uma marca pessoal forte? Tendo uma boa estratégia de Networking.

  • Ter e nutrir uma ampla lista de contactos para conseguir boas oportunidades, tendo em conta que não basta juntar contactos; é preciso mantê-los “vivos”;
  • Participar em eventos do mesmo setor que o seu;
  • Estar presente e ativo em grupos de emprego;
  • Inscrever-se em plataformas de freelancers e relacionar-se com outros freelancers;
  • Participar em discussões e estar presente nas redes sociais, principalmente no LinkedIn, a publicar com frequência e a interagir com potenciais clientes;
  • Ter um website/portfólio sempre atualizado e divulgá-lo constantemente;
  • Construir um nome no mercado, tornando-se uma referência na sua área enquanto freelancer;
  • Manter uma boa relação com os seus clientes, baseada em confiança;
  • Manter-se sempre contactável e disponível.

Benefícios de ser freelancer

Enquanto o trabalho de um freelancer é melhor em termos de flexibilidade e propósito, empregos tradicionais, com contrato, por exemplo, oferecem melhores benefícios e estabilidade financeira.

Trabalhar como freelancer oferece aos profissionais a oportunidade de estar no controlo das suas carreiras, o que não se consegue através do emprego tradicional.

Possibilidade de trabalho remoto, ter flexibilidade para estar mais tempo com a família, para viver o seu estilo de vida desejado e para cuidar da saúde física e mental, e, ainda, controlar o potencial de ganhos são alguns dos benefícios-chave de ser freelancer.

Fonte: Foto de Fauxels, Pexels

Dica: faz um planeamento financeiro. Tendo em conta que o ordenado mensal do freelancer é variável, um bom planeamento financeiro é ter em mente quanto dinheiro tem, quanto vai receber e quanto e como está a gastá-lo. Só assim poderá tomar decisões assertivas e não gastar mais do que pode.

10 mitos da carreira de freelancer

1. Freelancer é quem define o orçamento extra

O profissional até pode utilizar o trabalho freelancer como um extra, mas nada o impede de fazer dele a sua principal remuneração.

2. O freelancer ganha pouco

Especialistas nas suas áreas de atuação que trabalham como freelancers deixam de ter o seu valor-hora determinado por uma empresa e definem o seu próprio preço, geralmente passando a cobrar acima da média.

3. Freelancer é para os que estão a ingressar no mercado de trabalho

Embora seja uma área muito atrativa aos jovens em início de carreira, que são movidos a novidades e visam mais liberdade e flexibilidade, não é uma área exclusiva deste público.

4. Não é preciso trabalhar em equipa

Isso porque, mesmo que o freelancer não se encontre com a equipa da empresa, sempre há interação e colaboração entre ambos, desde o recebimento e entendimento do briefing à execução dentro do prazo pré-determinado.

5. Poucas horas de trabalho por dia

O número de horas de trabalho do freelancer depende de diversos fatores, podendo ser, por vezes e inclusivamente, maior do que a carga horária padrão das empresas, nomeadamente: quantidade de clientes e trabalhos, grau de dificuldade e complexidade de cada trabalho, capacidade e ritmo de produção e concentração do freelancer, entre outros. Como o freelancer não tem uma carga horária a cumprir, ele mesmo é quem estabelece quantas horas deve trabalhar mediante as necessidades e os prazos de entrega.

6. Freelancer passa o dia a trabalhar de pijama no sofá

O freelancer pode vestir o que lhe apetecer e trabalhar de onde quiser, quer em sua casa, quer em espaços coworking ou mesmo em locais públicos, como parques, cafés e bibliotecas. Cada pessoa tem uma maneira de ser e de comportar-se, o que não faz do pijama nem do sofá uma regra. 

7. Está sempre disponível

A carreira de freelancer não é sinónimo de agenda mais vazia. Cada freelancer possui uma dinâmica de trabalho pessoal e, portanto, organiza as suas demandas com base no tempo a executar cada tarefa.

8. Não precisa prospetar clientes

Muito pelo contrário. Como já foi dito antes neste artigo, é fundamental que o freelancer faça a divulgação do seu trabalho de maneira contínua, utilizando ferramentas digitais, a fim de destacar-se no mercado.

9. Não é possível viver como freelancer full-time

Nada é impossível. Se tem as habilidades e competências necessárias, foco, organização e sabe promover o seu trabalho, vão sempre surgir clientes e trabalhos.

10. Qualquer pessoa pode ser um freelancer

Nem toda a gente pode ser freelancer pura e simplesmente porque nem toda a gente adapta-se ao trabalho freelancer. Há pessoas que preferem trabalhar para uma única empresa, a fazer seu trabalho em oito horas por dia, 40 horas por semana, a receber um ordenado fixo com contrato, e está tudo bem. Isso porque ser freelancer é não ter rendimento fixo, é ter de fazer sua própria contabilidade e ser responsável pelos  seus impostos e contribuições sociais. E também não ter férias remuneradas periódicas nem subsídios de Natal.

O Mercado de freelancers 

O mercado de freelancers está mais aquecido do que nunca. Nos últimos dois anos, especialmente com a pandemia da COVID-19, vivenciamos uma revolução no mercado de trabalho mundial, com demissões em massa e consequentemente o aumento de trabalhos independentes ou freelancers, temporários, remotos, nómadas digitais, autónomos.

É, de facto, uma carreira em crescimento, que já era tendência de trabalho conforme publicado em artigo da Forbes de agosto de 2018.

Em Portugal, nos últimos dois trimestres de 2021, segundo o Instituto Nacional de Estatística, o número de trabalhadores por conta própria (freelancers) e os profissionais conhecidos como ENI – Empresário em Nome Individual chegou aos 733 mil, o maior valor de sempre em Portugal, e que equivale a cerca de 15% da população ativa no país.

Tipos de trabalho mais comuns para freelancers em Portugal

Os trabalhos mais comuns para freelancers em Portugal são de profissionais liberais e ligados a serviços, nomeadamente:

  • Designers;
  • Jornalistas;
  • Publicitários e profissionais de Marketing;
  • Programadores e desenvolvedores de sites;
  • Produtores ou Criadores de conteúdo audiovisual;
  • Fotógrafos;
  • Tradutores;
  • Revisores;
  • Consultores de negócios;
  • Personal trainers;
  • Fisioterapeutas;
  • Esteticistas que atendem a domicílio;
  • Professor de idiomas e outros, que dão aulas particulares.

8 aplicações úteis para freelancers e empreendedores gerirem o seu negócio

Fonte: Foto de Canva Studio, Pexels

Obrigações Fiscais e de Segurança Social do freelancer em Portugal

Para trabalhar como freelancer em Portugal, é necessário abrir atividade individual, presencialmente no balcão das Finanças ou pelo Portal das Finanças e possuir:

  • Identificação: Cartão de Cidadão ou Cartão/Título de Residência;
  • NIF – Número de Identificação Fiscal;
  • IBAN em seu nome.

No formulário, deve-se selecionar o CAE da sua atividade profissional (classificada consoante a Classificação das Atividades Económicas Portuguesas por Ramos de Atividade) ou CIRS (que consiste em atividades de prestadores de serviços) e preencher uma previsão dos seus rendimentos anuais para efeitos de IRS (caso seja superior a 12.500€ tais rendimentos ficam sujeitos à retenção na fonte).

Atenção: se a atividade a ser iniciada no mês de julho, por exemplo, deve-se calcular a previsão com base em 6 meses, isto é, de julho a dezembro, pois o sistema é que irá, a seguir, calcular automaticamente o valor para 12 meses.

Submetida e aprovada a declaração de início de atividade, o freelancer pode começar a emitir Faturas, Recibos ou Faturas-Recibos (Recibos Verdes) pelo próprio Portal das Finanças.

Fonte: Foto de Cottonbro, Pexels

IVA: se o cálculo anual for de valor superior a 12.500€, é obrigatório o enquadramento no regime normal de IVA, com a correspondente liquidação e dedução de IVA e a entrega da declaração periódica de IVA.

Se o cálculo anual for inferior a 12.500€, o enquadramento é no regime de isenção, sem necessidade de liquidar IVA nem entregar a declaração periódica de IVA.

Segurança Social: no primeiro ano o freelancer é isento de pagamento. Após os 12 meses, a contribuição é calculada com base nos rendimentos dos 3 meses anteriores à declaração e realizada nos meses de janeiro, abril, julho e outubro (ou seja, o freelancer deve entregar uma declaração 4 vezes por ano, para além da declaração anual).

IRS – retenção na fonte: se no ano anterior tiver recebido menos de 12.500€, não precisa de fazer a retenção na fonte, sendo que o IRS será acertado quando fizer a declaração anual. Já se tiver recebido mais de 12.500€, é obrigado a fazer retenção na fonte todos os meses.

Como calcular o valor hora de trabalho freelancer

O blog InvoiceXpress disponibiliza uma ferramenta que pode ajudar no cálculo do valor hora de trabalho freelancer: Calculadora Valor Hora para freelancers | Invoicexpress.

Já o site MeuSalario.pt, indica uma fórmula para calcular o valor hora:

  • Salário Ambicionado = Custo de Vida + Custo da Atividade + Despesas com Impostos
  • Dias de trabalho = (Dias de trabalho – Dias de Férias – Dias de Doenças)*(horas de trabalho por dia)
  • Valor Hora = Salário Ambicionado / Horas de Trabalho

Exemplo: se o salário ambicionado bruto é 1.600€ por mês e conta-se trabalhar 48 semanas, num total de 240 dias, 7 horas de trabalho por dia, deve-se:

  • Calcular o salário anual a 12 meses = 19.200€
  • Calcular as horas de trabalho por ano = 1.680 horas 
  • Dividir o salário anual (19.200€) pelo número de horas de trabalho (1.680) = 11,42€

Liberdade de escolha 

A modalidade de freelancing intensifica e prova que o capital intelectual pode estar disponível em qualquer parte do planeta.

Este modelo sem vínculo empregatício, antes menos valorizado, atende melhor aos anseios de independência e autonomia das novas gerações – mas não só – de profissionais que estão a ingressar no mercado de trabalho. 

Assim, é possível experimentar trabalhar com diversos tipos de empresas e respetivas culturas, selecionar trabalhos que mais convém e que fazem mais sentido de serem desenvolvidos, na visão do próprio freelancer

Fonte: Foto de Andrea Piacquadio, Pexels

O que os freelancers querem 

Ter mais satisfação no trabalho. É isso que os profissionais freelancers mais querem. 

A pesquisa da plataforma Fiverr, realizada pela Censuswide entre os dias 16 e 24 de novembro de 2020, na qual foram entrevistados 1.051 profissionais que trabalharam remotamente naquele ano, em diferentes países, concluiu que, dos freelancers entrevistados, 76% concordaram que trabalhar de casa permitiu que eles assumissem mais trabalhos em paralelo. Além disso, 68% ​​afirmaram que trabalhar em casa os tornaram mais produtivos, o que também lhes permitiram assumir outros trabalhos.

Sê um freelancer

Para trabalhar como freelancer, é preciso dedicação e trabalho, sobretudo ter mente aberta e estar disposto a aceitar novos desafios.

Num mercado altamente competitivo como este, definir um nicho de trabalho faz muita diferença. Quanto mais você se especializa em determinada área, melhor, pois conhecimento técnico é sinónimo de alta qualidade na entrega do trabalho.

Se tem talento e quer entrar no mercado de freelancer, junta-te à maior rede de talentos na Scallent, subsidiária da Jelly – Digital Agency, onde o teu trabalho é verdadeiramente valorizado e dignificado.

A Scallent seleciona Talentos de Topo dentro das áreas de competência de uma Agência e liga-os aos projetos dos clientes, num modelo curado, ágil e competitivo.

Freelancer: utopia or a possible dream job?

Pauliny Zito
Planner, copywriter and copydesk

Working for yourself. That’s what defines freelancing, a term meaning a freelancer who provides services independently for companies or individuals for set periods.

Freelancing offers flexibility, independence, and the opportunity to pursue your passion.

Pauliny Zito
Planner, copywriter and copydesk

Working for yourself. That’s what defines freelancing, a term meaning a freelancer who provides services independently for companies or individuals for set periods.

Freelancing offers flexibility, independence, and the opportunity to pursue your passion.

In the words of Peggy De Lange, VP of International Expansion at Fiverr, a platform that connects businesses to freelancers:

“The pandemic has caused people to look for alternative ways to ply their trade. For those who were used to working in a more traditional format, the forced adhesion to the home office ended up working as an experience that showed that it is possible to unite flexibility and productivity. Naturally, professionals want to keep the most positive aspects of this experience from now on, which ends up contributing for many to move towards the freelance market”.

Souce: Andrea Piacquadio, Pexels

Freelancer Skills

The freelancer must have good verbal and written communication, a high capacity for time management and planning, high commitment, and, above all, be very organized and have the discipline to prioritize activities and meet deadlines.

Focusing on problem-solving is one of the secrets to being successful in the areas of discipline and balance. To do so, the first step is to know what exactly you have to solve. 

Other necessary skills are adaptability and empathy because to be able to solve the clients’ problems, first of all, it is necessary to understand them. And to understand them well, you have to put yourself in their shoes.

The freelancer must be able to establish clear boundaries between professional and personal life and be careful not to be influenced by the many distractions present at home.

Being a freelancer implies being your boss, a challenge that requires the professional to develop leadership. First, of oneself. Then, in the freelancer and client relationship, leadership is present in creating trust and credibility. For freelancers working with partners, leadership should be exercised with cordiality and security, while giving them autonomy. Finally, there is also the leadership relationship with family and friends, so that they perceive the seriousness of your work and respect schedules and limits. 

Last but not least, the freelancer must know how to promote their work, building their strong personal brand, which will only be achieved if the professional is a specialist in a certain niche – and not a generalist. 

How to build a strong personal brand? By having a good Networking strategy.

  • Have and nurture a wide list of contacts to get good opportunities, bearing in mind that it is not enough to gather contacts; you have to keep them “alive”;
  • Participate in events in the same sector as yours;
  • Being present and active in employment groups;
  • Subscribe to freelancing platforms and connect with other freelancers;
  • Participate in discussions and be present on social media, especially LinkedIn, posting frequently and interacting with potential clients;
  • Having a website/portfolio that is always up to date and posting it constantly;
  • Build a name in the market, becoming a reference in your area as a freelancer;
  • Maintain a good relationship with your clients, based on trust;
  • Keep yourself always contactable and available.

Benefits of being a freelancer

While freelance work is better in terms of flexibility and purpose, traditional, contract jobs, for example, offer better benefits and financial stability.

Working as a freelancer offers professionals the opportunity to be in control of their careers, which cannot be achieved through traditional employment.

Being able to work remotely, having the flexibility to spend more time with your family, living your desired lifestyle, looking after your physical and mental health, and also controlling your earning potential are some of the key benefits of being a freelancer.

Source: Fauxels, Pexels

Tip: do some financial planning. Considering that a freelancer’s monthly salary is variable, good financial planning is to keep in mind how much money you have, how much you will receive, and how much and how you are spending it. Only then you can make assertive decisions and not spend more than you can afford.

10 myths of the freelance career

1. Freelancer sets the extra budget

The professional may even use the freelance work as an extra, but nothing prevents him from making it his main remuneration.

2. The freelancer earns little

Specialists in their fields of expertise who work as freelancers no longer have their hourly rate determined by a company and set their price, usually charging above average.

3. Freelancing is for those who are entering the job market

Although it is a very attractive area for young people at the beginning of their career, who are driven by novelty and seek more freedom and flexibility, it is not an area exclusive to this public.

4. No need to work in a team

This is because, even if the freelancer does not meet the company’s team, there is always interaction and collaboration between both, from the receipt and understanding of the briefing to the execution within the predetermined deadline.

5. Few working hours per day

The number of working hours of the freelancer depends on several factors, and may sometimes even be higher than the standard workload of companies, namely: number of clients and jobs, degree of difficulty and complexity of each job, capacity, and pace of production, and concentration of the freelancer, among others. As the freelancer does not have a workload to comply with, he establishes how many hours he should work according to his needs and deadlines.

6. Freelancer spends the day working in pajamas on the sofa

The freelancer can wear what he feels like and work wherever he wants, whether at home, in coworking spaces, or even in public places like parks, cafes, and libraries. Each person has a way of being and behaving, which doesn’t make pajamas or the sofa a rule. 

7. Always available

A freelance career is not synonymous with an emptier schedule. Every freelancer has a personal work dynamic and therefore organizes their demands based on the time to perform each task.

8. You don’t have to prospect for clients

Quite the opposite. As stated earlier in this article, freelancers must disseminate their work continuously, using digital tools, to stand out in the market.

9. It is not possible to live as a full-time freelancer

Nothing is impossible. If you have the necessary skills and competencies, focus, organization, and know how to promote your work, clients and jobs will always come your way.

10. Anyone can be a freelancer

Not everyone can be a freelancer pure and simple because not everyone adapts to freelance work. Some people prefer to work for a single company, doing their job eight hours a day, 40 hours a week, getting a fixed salary with a contract, and that’s fine. That’s because to be a freelancer is to have no fixed income, it’s to have to do your bookkeeping and be responsible for your taxes and social contributions. And also to have no periodic paid holidays or Christmas bonuses.

The freelancers Market 

The freelance market is hotter than ever. In the last two years, especially with the pandemic of COVID-19, we have experienced a revolution in the global labor market, with mass layoffs and consequently the rise of freelance or independent work, temporary, remote, digital nomads, and autonomous.

It is indeed a growing career, which was already a working trend as published in a Forbes article from August 2018.

In Portugal, in the last two quarters of 2021, according to the National Institute of Statistics, the number of self-employed (freelancers) and the professionals known as ENI – Entrepreneur in Individual Name reached 733,000, the highest figure ever in Portugal, and which is equivalent to about 15% of the active population in the country.

Most common types of jobs for Freelancers in Portugal

The most common types of work for freelancers in Portugal are freelance and service-related jobs, namely:

  • Designers;
  • Journalists;
  • Advertising and Marketing professionals;
  • Programmers and website developers;
  • Producers or Creators of audiovisual content;
  • Photographers;
  • Translators;
  • Proofreaders;
  • Business consultants;
  • Personal trainers;
  • Physiotherapists;
  • Beauticians who provide home care services;
  • Language teachers and others who give private lessons.

8 useful apps for Freelancers and Entrepreneurs to manage their business

Source: Canva Studio, Pexels

Freelancer’s Tax and Social Security obligations in Portugal

To work as a freelancer in Portugal, it is necessary to open an individual activity, in person at the Finance counter or through the Portal das Finança and have:

  • Identification: Citizen Card or Residence Card/Title;
  • NIF – Tax Identification Number;
  • IBAN in your name.

In the form, you should select the CAE of your professional activity (classified according to the Portuguese Classification of Economic Activities by Branches of Activity) or CIRS (which consists of activities of service providers) and fill in a forecast of your annual income for IRS purposes (if it is more than 12.500€ such income will be subject to withholding).

Please note: if the activity starts in July, for example, you should calculate the forecast based on 6 months, that is, from July to December, because the system will then automatically calculate the value for 12 months.

Once the declaration of the beginning of activity is submitted and approved, the freelancer can start issuing Invoices, Receipts, or Invoice-Receipts (Green Receipts) through the Portal das Finanças.

Freedom of choice 

Freelancing intensifies and proves that intellectual capital can be available anywhere on the planet.

Source: Cottonbro, Pexels

IVA: if the annual calculation is greater than 12,500 euros, it is compulsory to be included in the normal IVA regime, with the corresponding payment and deduction of IVA and submission of the periodic IVA declaration.

If the annual calculation is less than 12,500 euros, the framework is in the exemption regime, without the need to pay VAT or submit the periodic VAT declaration.

Social Security: in the first year the freelancer is exempt from payment. After 12 months, the contribution is calculated based on the income of the 3 months before the declaration and made in January, April, July, and October (i.e. the freelancer must submit a declaration 4 times a year, in addition to the annual declaration).

IRS withholding: If you have received less than 12,500 in the previous year, you do not need to make the withholding tax, and the IRS will be settled when you make the annual declaration. However, if you received more than 12.500€, you are obliged to withhold tax at the source every month.

How to calculate the hour value of freelancer work

The InvoiceXpress blog provides a tool that can help you calculate the hourly rate for freelance work:  Calculadora Valor Hora para Freelancers | Invoicexpress.

MeuSalario.pt provides a formula to calculate the hourly rate:

  • Living Wage = Cost of Living + Cost of Occupation + Tax Expenditure
  • Working Days = (Working Days – Vacation Days – Sick Days)*(working hours per day)

Hourly rate = Living Wage / Working Hours

Example: If your gross salary is EUR 1,600 per month and you expect to work 48 weeks, a total of 240 days, 7 hours a day, you should

  • Calculate the annual salary for 12 months = 19,200 euros
  • Calculate the working hours per year = 1,680 hours
  • Divide the annual salary (19,200 euros) by the number of working hours (1,680) = 11.42 euros

Freedom of choice

The freelancing modality intensifies and proves that intellectual capital can be available anywhere on the planet.

This model without employment ties, previously less valued, better meets the aspirations of independence and autonomy of the new generations – but not only – of professionals entering the labor market. 

Thus, it is possible to experiment with working with different types of companies and respective cultures, selecting jobs that are more convenient and which make more sense to be developed, from the freelancer’s point of view. 

Source: Andrea Piacquadio, Pexels

What Freelancers want

To have more job satisfaction. That’s what freelance professionals want most. 

The Fiverr platform survey, conducted Censuswide between November 16 and 24, 2020, in which 1,051 professionals who worked remotely that year in different countries were interviewed, found that of the freelancers interviewed, 76% agreed that working from home allowed them to take on more work in parallel. In addition, 68% said that working from home made them more productive, which also allowed them to take on other work.

Be a freelancer

To work as a freelancer, takes dedication and hard work, above all having an open mind and being willing to take on new challenges.

In a highly competitive market like this, defining a niche makes a lot of difference. The more you specialize in a certain area, the better because technical knowledge is synonymous with high quality in the delivery of work.

If you are talented and want to enter the freelance market, join the largest talent network at Scallent, a subsidiary of Jelly – Digital Agency, where your work is truly valued and dignified.

Escallent selects Top Talent within an Agency’s areas of competence and connects them to client projects, in a curated, agile and competitive model.

Instagram em mudanças: um caminho rumo à autenticidade perdida?

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Catarina Alves de Sousa
– Social Media Manager –

A expressão “dar um passo atrás para dar dois em frente” parece ter passado a fazer parte da estratégia do Instagram rumo a um espaço de partilha de conteúdo mais orgânico. Por esta rede social, parece viver-se um ambiente de clara mudança que se tem feito sentir nas mais recentes novidades anunciadas.

Já não é a primeira vez que testemunhamos uma plataforma recuar nos seus avanços. Houve uma altura em que foi possível enganar o Google; pelo meio de parágrafos, não era incomum incluir-se keywords “escondidas” (normalmente a letra branca em fundo branco) com o intuito de melhorar o desempenho de SEO dos artigos. Por sua vez e em pouco tempo, a Google melhorou o desempenho do seu algoritmo, que facilmente começou a detectar estes casos, penalizando os sites que recorriam a estas práticas.

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Catarina Alves de Sousa
– Social Media Manager –

A expressão “dar um passo atrás para dar dois em frente” parece ter passado a fazer parte da estratégia do Instagram rumo a um espaço de partilha de conteúdo mais orgânico. Por esta rede social, parece viver-se um ambiente de clara mudança que se tem feito sentir nas mais recentes novidades anunciadas.

Já não é a primeira vez que testemunhamos uma plataforma recuar nos seus avanços. Houve uma altura em que foi possível enganar o Google; pelo meio de parágrafos, não era incomum incluir-se keywords “escondidas” (normalmente a letra branca em fundo branco) com o intuito de melhorar o desempenho de SEO dos artigos. Por sua vez e em pouco tempo, a Google melhorou o desempenho do seu algoritmo, que facilmente começou a detectar estes casos, penalizando os sites que recorriam a estas práticas.

Cerca de dez anos mais tarde, temos um Instagram que se tornou numa montra virtual de uma panóplia de produtos, de marcas e de influenciadores que divulgam ainda mais marcas, serviços, produtos e espaços, sem grandes limites. Quem viveu o início desta rede social, está certamente a estranhar esta forma de se viver o Instagram. Longe vão os dias em que nos servíamos desta rede para nos mantermos a par das vidas dos nossos familiares e amigos, que partilhavam fotografias dos seus dias e dos seus melhores momentos através de fotografias espontâneas, filtradas ao mínimo, com uma preocupação também mínima por likes, partilhas, seguidores e desempenho do algoritmo.

Com grande poder, vem grande responsabilidade?

A icónica frase dita pelo tio Ben a um jovem Peter Parker, pode perfeitamente aplicar-se ao panorama atual do Instagram. Esta é uma afirmação meramente especulativa, mas será que algumas das mais recentes mudanças no Instagram não se devem, em parte, a um assumir de responsabilidade por parte do mesmo? Será que estamos a percorrer um caminho rumo a conteúdos mais orgânicas porque, em anos mais recentes, nos afastámos demasiado da criação de conteúdos por puro prazer?

Esconder stories excessivos e uma nova forma de interagir com este formato

Fala-se que o Instagram está a testar o agrupamento de vários stories quando pertencem ao mesmo utilizador como forma de minimizar o “spam” visual de stories

Um utilizador partilhou de que forma o Instagram está a começar a fazê-lo:

Fonte: Página de Twitter de Phil Ricelle

 

Neste caso, em vez de mostrar dezenas de stories com pontinhos seguidos, mostra muito menos de uma vez, mas quando se clica em “Mostrar tudo”, conseguimos ver todos os stories que o utilizador publicou nas últimas 24 horas.

Por outro lado, se o Instagram tira, o Instagram dá! 

Já deve ter reparado nos corações que está a receber em stories que publica. Estes são o resultado de uma das novidades que o Instagram nos trouxe este ano. Ainda que não altere significativamente a forma como utilizamos e interagimos com a app, não deixa de ser um apontamento engraçado e uma nova forma de interagirmos com este conteúdo mais efémero.

Ainda sobre os stories, terminamos com uma novidade ainda mais impactante. 

Durante 2022, já poderemos dizer adeus à obrigatoriedade dos stories de 15 segundos. Agora, se tiver vídeos mais longos (até 60 segundos) que queira partilhar em story, já poderá fazê-lo sem quebras em vídeos mais pequenos de 15 segundos. 

Com o fim do IGTV, partilhar vídeos mais longos já não é um problema no Instagram!

O regresso do feed cronológico

Este é, sem dúvida, um dos maiores passos que o Instagram está a dar rumo a uma existência mais orgânica. Consciente de que estava a perder terreno comparativamente com o Tik Tok, tomou as rédeas da situação e escolhou contorná-la com a inclusão da possibilidade de escolher o tipo de feed que deseja ver quando abre a sua app do Instagram.

Na verdade, os utilizadores do Instagram (especialmente os mais antigos), já andavam a pedir o regresso do feed cronológico há muito tempo. Felizmente, o Instagram ouviu-os.

A confirmar-se, será o fim da exclusividade do feed por engagement, organizado por publicações mais bem sucedidas ou com as quais mais interage e que o algoritmo do Instagram considera que serão mais interessantes para si. Também sente falta de ver as publicações por “ordem de chegada”?

Esta novidade tem como objetivo não só atender aos pedidos dos utilizadores, mas também de lhes dar de volta algum controlo perdido daquilo que veem quando abrem a app.

Com o lançamento desta novidade, estamos perante três formas diferentes de apresentação do feed:

  • Home (default, publicações por engagement)
  • Favoritos (apenas as publicações dos utilizadores que marcou como favoritos)
  • Seguindo (publicações por ordem cronológica de todos os utilizadores que segue)

Talvez para compensar um pouco a substituição do feed curado pelo algoritmo do Instagram em detrimento das publicações por ordem cronológica, faz sentido que o Instagram lance a funcionalidade de marcar utilizadores da app como favoritos para que, se for essa a sua vontade, conseguir ver apenas as publicações das pessoas que escolheu como “favoritas”.

Nada como podermos escolher quem mais queremos ver na nossa app favorita, não concorda? O desenvolvimento da inteligência artificial é, de facto, impressionante, mas numa aplicação deste género, faz sentido dar o poder aos utilizadores de fazerem as melhores escolhas para si, sobretudo numa época em que tanto se fala de uma utilização mais mindful das redes sociais e do impacto destas na saúde mental.

Mais apoio aos criadores de conteúdo

Criador de conteúdo passou a fazer parte do leque de empregos relacionados com as redes sociais. Um criador de conteúdo que queira, hoje em dia, ganhar dinheiro com o seu talento nas redes sociais, pode contar com várias ferramentas disponibilizadas pelas mesmas. E o Instagram fará, em 2022, parte das redes sociais que apoiam o trabalho dos criadores de conteúdo, com o lançamento de novos produtos de monetização na plataforma. Ainda não existe uma data definida para este lançamento, mas existe a certeza de que será uma realidade.

E como neste momento, 20% do tempo passado no Instagram é dedicado à visualização de reels, a plataforma está cada vez mais a privilegiar a partilha de conteúdo em vídeo. Na verdade, o Instagram há muito que já não é uma aplicação feita (apenas) de partilhas fotográficas.

O foco no vídeo tornou-se uma necessidade para ir de encontro às tendências da Geração Z e para rivalizar com o TikTok.

Na sequência da importância dos conteúdos em vídeo, o Instagram pretende lançar as Reels Visual Replies, uma funcionalidade que permite responder a reels com outros reels, tal como se faz no TikTok com a funcionalidade de “dueto”. Esta atualização atrairá ainda mais engagement para este tipo de conteúdos que estão, cada vez mais, a ganhar um lugar de destaque no Instagram.

Para além disso, a ideia é também tornar o vídeo fullscreen, de forma a ocupar a totalidade do ecrã enquanto faz scroll pelo feed.

Fonte: Projeto Agência de Bolso

E por falar em criadores de conteúdo, é praticamente impossível falarmos deles sem mencionar os afamados NFTs (Non-Fungible Tokens).

Em maio deste ano, o Instagram começou a testar a inclusão de NFTs – juntamente com criadores de conteúdo – na app. O objetivo é que seja possível partilharem NFTs criados ou comprados por eles nesta rede social. Não existirão quaisquer custos associados à publicação ou à partilha de NFTs.

Em breve, será também expandido o acesso a colecionáveis digitais, trazendo os benefícios da propriedade de NFT a ainda mais criadores e colecionadores.

Fonte: Página de Instagram @adambombsquad

A mudança é mesmo a chave do progresso

Com todas estas mudanças a acontecer numa das nossas redes sociais favoritas, é normal acharmos que o Instagram é uma recordação distante da altura em que apareceu. A rede social de partilha de fotografias e espelho de tempos mais simples, tornou-se agora no gigante absoluto das redes sociais que têm por base a partilha de fotos, mas não só. Hoje, o Instagram é um centro de negócios, um palco partilhado entre criadores de conteúdo, influenciadores e marcas, para quem a importância de estar e criar dentro do Instagram não passa despercebida.

É argumentável que os utilizadores que usam a plataforma sem qualquer interesse financeiro por trás, sintam que a verdadeira essência do Instagram se perdeu. Será que todas estas mudanças em curso nos aproximarão da autenticidade perdida?