Design Thinking nos negócios

Mais do que uma ferramenta, o Design Thinking é um processo de pensamento crítico e criativo para projetar, planear e desenhar um projeto.
É uma forma de abordagem moderna e inovadora que pode ser utilizada em diversos contextos e em qualquer sector.

De acordo com a Universidade Nova de Lisboa, o Design Thinking:

  • Centra-se na pessoa – começa com uma profunda empatia e conhecimento das necessidades e motivações das pessoas;
  • É colaborativo – beneficia de diversos pontos de vista e perspetivas e é um processo em que a criatividade de um reforça a criatividade de todos;
  • É otimista – acredita que todos podemos criar mudança – não importa quão grande é o problema, quão curto é o tempo ou quão baixo é o orçamento.

Foto de Alena Darmel

Embora o termo “design thinking” já fosse utilizado desde os anos 1970 nos Estados Unidos como uma abordagem criativa, na ciência, engenharia, arquitetura, educação e pesquisa académica, foi somente em 1991 que Tom e David Kelley e Tim Brown sistematizaram as ideias do Design Thinking na metodologia voltada para a gestão de empresas.

A abordagem só começou a ganhar força fora da comunidade de design após o artigo da Harvard Business Review de 2008 [assinatura necessária] intitulado Design Thinking por Tim Brown, CEO e presidente da empresa de design IDEO.

Design Thinking

O Design Thinking é uma metodologia utilizada para criar novos produtos, serviços, processos, ou para resolução de problemas. Entretanto, uma metodologia que valoriza a criatividade, experimentação e empatia para encontrar soluções inovadoras, ágeis, práticas e seguras nos negócios.
O principal diferencial é a multidisciplinaridade, a envolver, portanto, pessoas de diversas áreas da empresa.

Foto de cottonbro.

Pilares do Design Thinking

Inspiração
Perceber o problema ou oportunidade, estudo das possibilidades, da concorrência e do comportamento do público-alvo. Pesquisar e juntar materiais para inspirar.

Empatia
Colocar-se no lugar do outro e perceber suas necessidades, tanto do público-alvo quanto do público interno da empresa.

Criatividade
Ter a capacidade de fazer conexões entre os dados e opiniões distintas coletadas a fim de encontrar algo em comum entre eles.

Depois é necessário implementar as ideias para obter feedbacks e aprender com os erros, que são inevitáveis.

Etapas do Design Thinking

Cada empresa possui a sua cultura organizacional e as suas particularidades e, por isso, deve avaliar as melhores ferramentas a serem usadas em cada etapa do Design Thinking e, se necessário, adaptar as etapas à sua realidade, para alcançar o objetivo. São basicamente cinco as etapas do Design Thinking, a saber:

  1. Imersão ou Empatia
    É a fase do entendimento, em que se discute o problema, define-se o propósito e os limites do projeto, faz-se a análise SWOT (Strenghts, Weaknesses, Opportunities, Threats) ou, em português, FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) da empresa, pesquisas exploratórias e de referência. E depois, entrevistas e trabalhos de campo para gerar insights.
  2. Definição
    É a fase de analisar e organizar o material, identificar padrões e categorizar as ideias, sintetizar. Fazer uma representação gráfica deste material ajuda na visualização do problema. A seguir, filtrar os insights, definir o público-alvo e uma linha de trabalho.
  3. Ideação
    É a fase de pensar em uma solução para o problema, tendo em mente que nenhuma solução é ideal. É fundamental usar métodos para explorar ao máximo a criatividade das pessoas envolvidas, incentivando a experimentação e os erros (inevitáveis).
  4. Prototipagem
    É a fase do protótipo, ou seja, produzir um Produto Mínimo Viável (Minimum Viable Product ou MVP, sigla em inglês). É feita uma versão simples do produto para um período de testes.
    Para criar o MVP, responda a essas três questões:
    1) Que solução oferece? Qual é o seu verdadeiro diferencial?
    2) Como funciona essa solução? O que o seu produto/serviço entrega que os outros não entregam?
    3) Qual é o resultado esperado para o seu cliente?
  5. Implementação
    É a fase de implementar a solução. No caso de o produto ser validado, fazer os devidos ajustes e lançar o produto ou serviço no mercado

Mas atenção, o trabalho não acaba por aqui, tendo em conta que a empresa deve manter um processo de aperfeiçoamento contínuo de cada projeto.

Imagem: Interaction Design Foundation.

Estas etapas nem sempre são sequenciais e as equipas muitas vezes executam-nas em paralelo, fora de ordem e repetem-nas de forma iterativa.

Já a MIT Management Sloan School classifica o Design Thinking em quatro etapas: 1. Perceber o problema; 2. Desenvolver possíveis soluções; 3. Prototipar, testar e repetir; e 4. Implementar.

Imagem: MIT Management Sloan School.

Técnicas e ferramentas do Design Thinking

O Design Thinking possui uma série de técnicas e ferramentas colaborativas. Cabe ao gestor identificar aquelas que mais bem funcionam dentro do contexto do projeto e cultura da empresa.
Este artigo lista e descreve 25 técnicas e ferramentas do Design Thinking, que passo a citar em baixo.

Na etapa de Imersão:
1. Reenquadramento
2. Pesquisa Exploratória
3. Pesquisa Desk
4. Entrevistas
5. Cadernos de Sensibilização
6. Sessões Generativas
7. Um dia na vida
8. Sombra

Na etapa de Definição (ou Análise e Síntese):
9. Cartões de Insight
10. Diagrama de Afinidade
11. Mapa Conceitual
12. Critérios Norteadores
13. Personas
14. Mapa da Empatia (conhecimento obtido através de entrevistas com clientes)
15. Jornada do Usuário
16. Blueprint

Na etapa de Ideação:
17. Brainstorming (reunião entre pessoas de diversas áreas da empresa para pensar em ideias, apresentá-las e discuti-las, sem filtros, num curto espaço de tempo)
18. Workshop de Cocriação (encontro organizado na forma de uma série de atividades em grupo com o objetivo de estimular a criatividade e a colaboração, fomentando a criação de soluções inovadoras)
19. Cardápio de Ideias
20. Matriz de Posicionamento

Na etapa de Prototipagem:
21. Protótipo em Papel
22. Modelo de Volume
23. Encenação
24. Storyboard
25. Protótipos de Serviços

Outras duas ferramentas muito importantes e que vêm sendo cada vez mais utilizadas pelas empresas são:

Ludificação: utiliza-se da dinâmica e do entretenimento dos jogos para tornar uma atividade lúdica (pode ser utilizada em qualquer etapa do processo).

Cocriação com o Cliente: consiste em convidar o cliente a participar do processo de criação do produto, quer pessoalmente, quer virtualmente (nas etapas de Ideação e Prototipagem).

Como aplicar o Design Thinking na sua empresa

Para aplicar a metodologia de Design Thinking na sua empresa, antes de tudo, a cultura da empresa deve possibilitar que isso aconteça. Como?

Que tal começar por:

  • Prover um ambiente confortável, seguro, aberto a novas ideias;
  • Ter uma equipa multidisciplinar focada em aproximar-se do público e criar empatia sobre a solução do desafio;
  • Adotar estratégias de coleta e análise de dados.

Foto de fauxels.

Empresa Totvs seguiu o método Design Thinking

A Totvs, que produz softwares e aplicações para outras empresas, utilizou o método de Design Thinking para tornar os seus produtos mais “amigáveis” aos dispositivos móveis (tablets e smartphones, especificamente).

Primeiro, a empresa fez uma pesquisa para conhecer melhor os seus clientes com o objetivo de compreender seus atuais problemas e necessidades.

No caso dos clientes retalhistas, identificou que essas empresas precisavam de um software simples, que permitisse ao vendedor acompanhar o consumidor pela loja e efetuar a venda através do dispositivo, sem precisar de passar na caixa de pagamento.

Depois de mapear as necessidades, a Totvs organizou as ideias num mural com post-its coloridos, com a colaboração de funcionários de diferentes sectores.

A seguir, criou um protótipo do produto, apresentou ao cliente e ouviu as sugestões dele. Então, fez as devidas alterações e apresentou o protótipo do produto final.

Aprovada essa última versão, a empresa entregou o produto pronto para ser utilizado, mas não totalmente acabado. Assim, foi possível observar a experiência do cliente e fazer as atualizações necessárias, sempre a promover a melhoria contínua.

Dessa forma, a Totvs conseguiu, por meio do Design Thinking, evitar retrabalhos e otimizar o tempo de produção do software

Por que a sua empresa deve investir no Design Thinking?

O gestor de um negócio, nos dias de hoje, tem de ter grande capacidade de adaptação, para além de saber inovar. O Design Thinking é uma metodologia que possibilita e contribui imenso nesse processo, pois, a partir dele, é possível encontrar respostas rápidas e eficazes para as questões mais relevantes do negócio.

Os conceitos de multidisciplinaridade, empatia e criatividade, se bem aplicados, trazem grandes benefícios, não só no âmbito de projetos, mas também no dia a dia da empresa.

Eles devem fazer parte da cultura organizacional para uma real transformação de dentro para fora. A cultura organizacional deve ser focada na colaboração, cooperação e incentivo à criatividade em todos os processos.

O custo de implementação do Design Thinking é reduzido e traz grande vantagem competitiva para a empresa.

Além disso, por agregar colaboradores de todas as áreas, o resultado são profissionais mais felizes, motivados e integrados na empresa e uns com os outros, e por consequência mais produtivos também.

Freelancer: utopia ou um trabalho de sonho concretizável?

Trabalhar por conta própria. É isso que define o freelancer, termo em inglês que significa profissional liberal que presta serviços de modo autónomo para empresas ou pessoas, por períodos determinados de tempo.

O trabalho de freelancing oferece flexibilidade, independência e a oportunidade de perseguir a sua paixão.

Foto de Andrea Piacquadio: Pexels

Nas palavras de Peggy De Lange, VP de Expansão Internacional da Fiverr, plataforma que conecta empresas a freelancers:

“A pandemia fez com que as pessoas procurassem formas alternativas de exercer as suas atividades. Para aqueles que estavam acostumados a trabalhar num formato mais tradicional, a adesão forçada ao home office acabou por funcionar como uma experiência que mostrou que é possível unir flexibilidade e produtividade. É muito natural que os profissionais queiram manter os aspectos mais positivos desta vivência daqui para frente, o que acaba contribuindo para que muitos se direcionem para o mercado freelancer”.

Competências do Freelancer

O profissional freelancer deve ter boa comunicação verbal e escrita, alta capacidade de gestão do tempo e de planeamento, alto comprometimento e, acima de tudo, ser muito organizado e ter disciplina a fim de priorizar atividades e cumprir prazos.

O foco na solução de problemas é um dos segredos para ser bem-sucedido nos quesitos disciplina e equilíbrio. Para tanto, o primeiro passo é saber o que exatamente tem de resolver.

Outras competências necessárias são adaptabilidade e empatia, pois, para conseguir resolver os problemas dos clientes, antes de tudo é necessário percebê-los. E para bem percebê-los, terá de colocar-se no lugar deles.

O freelancer deve ser capaz de estabelecer limites claros entre a vida profissional e a pessoal e ter cuidado para não se deixar influenciar pelas muitas distrações presentes em casa.

Ser freelancer implica ser o seu próprio patrão, um desafio que exige que o profissional desenvolva a liderança. Primeiro, de si mesmo. Depois, na relação freelancer e cliente, a liderança está presente na criação de confiança e credibilidade. Para freelancers que trabalham com parceiros, a liderança deve ser exercida com cordialidade e segurança, dando-lhes, entretanto, autonomia. Por último, há também a relação de liderança com familiares e amigos, para que percebam a seriedade do seu trabalho e respeitem horários e limites.

Por fim, mas não menos importante, é fundamental que o freelancer saiba como promover o seu trabalho, construindo a sua marca pessoal forte, que só será conseguida se o profissional for especialista em determinado nicho – e não um generalista.

Como construir uma marca pessoal forte? Tendo uma boa estratégia de Networking.
• Ter e nutrir uma ampla lista de contactos para conseguir boas oportunidades, tendo em conta que não basta juntar contactos; é preciso mantê-los “vivos”;
• Participar em eventos do mesmo setor que o seu;
• Estar presente e ativo em grupos de emprego;
• Inscrever-se em plataformas de freelancers e relacionar-se com outros freelancers;
• Participar em discussões e estar presente nas redes sociais, principalmente no LinkedIn, a publicar com frequência e a interagir com potenciais clientes;
• Ter um website/portfólio sempre atualizado e divulgá-lo constantemente;
• Construir um nome no mercado, tornando-se uma referência na sua área enquanto freelancer;
• Manter uma boa relação com os seus clientes, baseada em confiança;
• Manter-se sempre contactável e disponível.

Benefícios de ser Freelancer

Enquanto o trabalho de um freelancer é melhor em termos de flexibilidade e propósito, empregos tradicionais, com contrato, por exemplo, oferecem melhores benefícios e estabilidade financeira.

Trabalhar como freelancer oferece aos profissionais a oportunidade de estar no controlo das suas carreiras, o que não se consegue através do emprego tradicional.

Foto de fauxels: Pexels.

Possibilidade de trabalho remoto, ter flexibilidade para estar mais tempo com a família, para viver o seu estilo de vida desejado e para cuidar da saúde física e mental, e, ainda, controlar o potencial de ganhos são alguns dos benefícios-chave de ser freelancer.

Dica: faz um planeamento financeiro. Tendo em conta que o ordenado mensal do freelancer é variável, um bom planeamento financeiro é ter em mente quanto dinheiro tem, quanto vai receber e quanto e como está a gastá-lo. Só assim poderá tomar decisões assertivas e não gastar mais do que pode.

10 Mitos da carreira de Freelancer

  1. Freelancer é quem faz renda extra
    O profissional até pode utilizar o trabalho freelancer como renda extra, mas nada o impede de fazer dele a sua principal remuneração.
  2. O freelancer ganha pouco
    Especialistas nas suas áreas de atuação que trabalham como freelancers deixam de ter o seu valor-hora determinado por uma empresa e definem o seu próprio preço, geralmente passando a cobrar acima da média.
  3. Freelancer é para os que estão a ingressar no mercado de trabalho
    Embora seja uma área muito atrativa aos jovens em início de carreira, que são movidos a novidades e visam mais liberdade e flexibilidade, não é uma área exclusiva deste público.
  4. Não é preciso trabalhar em equipa
    Isso porque, mesmo que o freelancer não se encontre com a equipa da empresa, sempre há interação e colaboração entre ambos, desde o recebimento e entendimento do briefing à execução dentro do prazo pré-determinado.
  5. Poucas horas de trabalho por dia
    O número de horas de trabalho do freelancer depende de diversos fatores, podendo ser, por vezes e inclusivamente, maior do que a carga horária padrão das empresas, nomeadamente: quantidade de clientes e trabalhos, grau de dificuldade e complexidade de cada trabalho, capacidade e ritmo de produção e concentração do freelancer, entre outros. Como o freelancer não tem uma carga horária a cumprir, ele mesmo é quem estabelece quantas horas deve trabalhar mediante as necessidades e os prazos de entrega.

Foto de Canva Studio: Pexels.

  1. Freelancer passa o dia a trabalhar de pijama no sofá
    O freelancer pode vestir o que lhe apetecer e trabalhar de onde quiser, quer em sua casa, quer em espaços coworking ou mesmo em locais públicos, como parques, cafés e bibliotecas. Cada pessoa tem uma maneira de ser e de comportar-se, o que não faz do pijama nem do sofá uma regra.
  2. Está sempre disponível
    A carreira de freelancer não é sinónimo de agenda mais vazia. Cada freelancer possui uma dinâmica de trabalho pessoal e, portanto, organiza as suas demandas com base no tempo a executar cada tarefa.
  3. Não precisa prospetar clientes
    Muito pelo contrário. Como já foi dito antes neste artigo, é fundamental que o freelancer faça a divulgação do seu trabalho de maneira contínua, utilizando ferramentas digitais, a fim de destacar-se no mercado.
  4. Não é possível viver como freelancer full-time
    Nada é impossível. Se tem as habilidades e competências necessárias, foco, organização e sabe promover o seu trabalho, vão sempre surgir clientes e trabalhos.
  5. Qualquer pessoa pode ser um freelancer
    Nem toda a gente pode ser freelancer pura e simplesmente porque nem toda a gente adapta-se ao trabalho freelancer. Há pessoas que preferem trabalhar para uma única empresa, a fazer seu trabalho em oito horas por dia, 40 horas por semana, a receber um ordenado fixo com contrato, e está tudo bem. Isso porque ser freelancer é não ter rendimento fixo, é ter de fazer sua própria contabilidade e ser responsável pelos seus impostos e contribuições sociais. E também não ter férias remuneradas periódicas nem subsídios de Natal.

O Mercado de Freelancers

O mercado de freelancers está mais aquecido do que nunca. Nos últimos dois anos, especialmente com a pandemia da COVID-19, vivenciamos uma revolução no mercado de trabalho mundial, com demissões em massa e consequentemente o aumento de trabalhos independentes ou freelancers, temporários, remotos, nómadas digitais, autónomos.

É, de facto, uma carreira em crescimento, que já era tendência de trabalho conforme publicado em artigo da Forbes de agosto de 2018.

Em Portugal, nos últimos dois trimestres de 2021, segundo o Instituto Nacional de Estatística, o número de trabalhadores por conta própria (freelancers) e os profissionais conhecidos como ENI – Empresário em Nome Individual chegou aos 733 mil, o maior valor de sempre em Portugal, e que equivale a cerca de 15% da população ativa no país.

Tipos de trabalho mais comuns para Freelancers em Portugal

Os trabalhos mais comuns para freelancers em Portugal são de profissionais liberais e ligados a serviços, nomeadamente:

  • Designers;
  • Jornalistas;
  • Publicitários e profissionais de Marketing;
  • Programadores e desenvolvedores de sites;
  • Produtores ou Criadores de conteúdo audiovisual;
  • Fotógrafos;
  • Tradutores;
  • Revisores;
  • Consultores de negócios;
  • Personal trainers;
  • Fisioterapeutas;
  • Esteticistas que atendem a domicílio;
  • Professor de idiomas e outros, que dão aulas particulares.

7 plataformas com registo gratuito para Freelancers

  1. Upwork
    Uma das maiores plataformas de trabalho remoto, com ofertas em inúmeras áreas como é o caso do design, marketing, tradução, contabilidade, advocacia, engenharia ou arquitetura. O site cobra uma percentagem por cada trabalho aceite: inicia em 20% para um valor de faturação até $500, podendo baixar até aos 5%, se a faturação for superior a $10.000.
  2. Remote Europe
    A pesquisa de oportunidades, limitadas ao espaço europeu, divide-se entre o nível de carreira do trabalhador, o tipo, categoria e horário de trabalho, ou ainda o país ou a organização na qual se pretende trabalhar.
  3. People per Hour
    Fundada em 2007, esta plataforma funciona à base de contratações feitas à hora.
  4. Fiverr
    Fundada em 2010, permite aos freelancers expor os seus projetos, frequentar cursos grátis e receber conselhos sobre métodos de trabalho ou artigos específicos sobre diferentes áreas. Cobra uma comissão fixa de 20% sobre cada venda.
    A plataforma, que já contava com freelancers portugueses, viu quase duplicar sua utilização entre março e abril deste ano. A Fiverr entrevistou 250 freelancers portugueses e concluiu que a maioria são homens (81%), entre os 25 e os 44 anos, que residem nos distritos de Lisboa/Setúbal/Leiria (29%) e na Beira Alta (11%).
    O dinheiro é definitivamente um fator positivo, tendo em conta que metade dos participantes freelancers declarou receber entre 12.000€ e 18.000€ anuais, e a outra metade entre 18.001€ e 28.000€. Para trabalhadores por conta de outrem, a última média salarial mensal levantada pela Pordata em 2018 é de 970€, isto é, 12.610€ anuais.
  5. Freelancer.com ou Freelancer PT
    Nesta plataforma o freelancer terá de fazer uma licitação (limite na versão gratuita de 6 licitações por mês) pelo trabalho em que estiver interessado e apresentar uma proposta. Cobra comissão de 10% sobre cada venda.
  6. 99designs
    Plataforma dedicada a designers gráficos. O freelancer pode trabalhar diretamente com clientes com adiantamento de pagamento, ou competir com outros designers em concursos, onde terá a possibilidade de ganhar prémios monetários e angariar novos clientes. As comissões cobradas pelo site variam consoante o nível de experiência do designer mas, para iniciantes, começam nos 15%.
  7. Behance
    Esta plataforma pertence à Adobe e está focada em profissionais criativos como fotógrafos e videógrafos. Possui uma vertente social que promove a interação entre freelancers, permitindo a criação de parcerias e aumentando as possibilidades de encontrar oportunidades de trabalho. O site não cobra qualquer tipo de comissão.
    Dica: ingresse também em grupos de Facebook de emprego ou vagas de trabalho em Portugal e outras comunidades que concentrem profissionais da sua área.

Dica: ingresse também em grupos de Facebook de emprego ou vagas de trabalho em Portugal e outras comunidades que concentrem profissionais da sua área.

Outros sites de busca por trabalhadores autônomos em Portugal

8 Apps para Freelancers e Empreendedores gerirem o seu negócio

Obrigações Fiscais e de Segurança Social do Freelancer em Portugal

  • Para trabalhar como freelancer em Portugal, é necessário abrir atividade individual, presencialmente no balcão das Finanças ou pelo Portal das Finanças e possuir:
  • Identificação: Cartão de Cidadão ou Cartão/Título de Residência;
  • NIF – Número de Identificação Fiscal;
  • IBAN em seu nome.No formulário, deve-se selecionar o CAE da sua atividade profissional (classificada consoante a Classificação das Atividades Económicas Portuguesas por Ramos de Atividade) ou CIRS (que consiste em atividades de prestadores de serviços) e preencher uma previsão dos seus rendimentos anuais para efeitos de IRS (caso seja superior a 12.500€ tais rendimentos ficam sujeitos à retenção na fonte).

Atenção: atividade estiver a ser iniciada no mês de julho, por exemplo, deve-se calcular a previsão com base em 6 meses, isto é, de julho a dezembro, pois o sistema é que irá, a seguir, calcular automaticamente o valor para 12 meses.

Submetida e aprovada a declaração de início de atividade, o freelancer pode começar a emitir Faturas, Recibos ou Faturas-Recibos (Recibos Verdes) pelo próprio Portal das Finanças.

Foto de cottonbro: Pexels.

IVA: se o cálculo anual for de valor superior a 12.500€, é obrigatório o enquadramento no regime normal de IVA, com a correspondente liquidação e dedução de IVA e a entrega da declaração periódica de IVA.
Se o cálculo anual for inferior a 12.500€, o enquadramento é no regime de isenção, sem necessidade de liquidar IVA nem entregar a declaração periódica de IVA.

Segurança Social: no primeiro ano o freelancer é isento de pagamento. Após os 12 meses, a contribuição é calculada com base nos rendimentos dos 3 meses anteriores à declaração e realizada nos meses de janeiro, abril, julho e outubro (ou seja, o freelancer deve entregar uma declaração 4 vezes por ano, para além da declaração anual).

IRS – retenção na fonte: se no ano anterior tiver recebido menos de 12.500€, não precisa de fazer a retenção na fonte, sendo que o IRS será acertado quando fizer a declaração anual. Já se tiver recebido mais de 12.500€, é obrigado a fazer retenção na fonte todos os meses.

Como calcular o valor hora de trabalho Freelancer

O blog InvoiceXpress disponibiliza uma ferramenta que pode ajudar no cálculo do valor hora de trabalho freelancer: Calculadora Valor Hora para Freelancers | Invoicexpress.

Já o site MeuSalario.pt, indica uma fórmula para calcular o valor hora:
Salário Ambicionado = Custo de Vida + Custo da Atividade + Despesas com Impostos

Dias de trabalho = (Dias de trabalho – Dias de Férias – Dias de Doenças)*(horas de trabalho por dia)

Valor Hora = Salário Ambicionado / Horas de Trabalho

Exemplo: se o salário ambicionado bruto é 1.600€ por mês e conta-se trabalhar 48 semanas, num total de 240 dias, 7 horas de trabalho por dia, deve-se:

Calcular o salário anual a 12 meses = 19.200€

Calcular as horas de trabalho por ano = 1.680 horas

Dividir o salário anual (19.200€) pelo número de horas de trabalho (1.680) = 11,42€

Liberdade de escolha

A modalidade de freelancers intensifica-se e comprova que o capital intelectual pode estar disponível em qualquer sítio do planeta.

Foto de Andrea Piacquadio: Pexels

Este modelo sem vínculo empregatício, antes menos valorizado, atende melhor aos anseios de independência e autonomia das novas gerações – mas não só – de profissionais que estão a ingressar no mercado de trabalho.

Assim, é possível experimentar trabalhar com diversos tipos de empresas e respetivas culturas, selecionar trabalhos que mais convém e que fazem mais sentido de serem desenvolvidos, na visão do próprio freelancer.

O que os Freelancers querem

Ter mais satisfação no trabalho. É isso que os profissionais freelancers mais querem.

A pesquisa da plataforma Fiverr, realizada pela Censuswide entre os dias 16 e 24 de novembro de 2020, na qual foram entrevistados 1.051 profissionais que trabalharam remotamente naquele ano, em diferentes países, concluiu que, dos freelancers entrevistados, 76% concordaram que trabalhar de casa permitiu que eles assumissem mais trabalhos em paralelo. Para além disso, 68% ​​afirmaram que trabalhar em casa os tornaram mais produtivos, o que também lhes permitiram assumir outros trabalhos.

Sê um Freelancer

Para trabalhar como freelancer, é preciso dedicação e trabalho, sobretudo ter mente aberta e estar disposto a aceitar novos desafios.

Num mercado altamente competitivo como este, definir um nicho de trabalho faz muita diferença. Quanto mais você se especializa em determinada área, melhor, pois conhecimento técnico é sinónimo de alta qualidade na entrega do trabalho.

Se tem talento e quer entrar no mercado de freelancer, junta-te à maior rede de talentos na Scallent, subsidiária da Jelly – Digital Agency, onde o teu trabalho é verdadeiramente valorizado e dignificado.

A Scallent seleciona Talentos de Topo dentro das áreas de competência de uma Agência e liga-os aos projetos dos clientes, num modelo curado, ágil e competitivo.